Flávio tira “dedo do meio” de Lula do contexto para fingir defesa do Brasil nos EUA

Atualizado em 5 de julho de 2026 às 21:04
A popularidade nas redes de Flávio Bolsonaro vêm caindo desde que explodiu o escândalo do BolsoMaster, que associa o senador a Vorcaro.
O senador e pré-candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarcou neste domingo (5) em Washington, nos Estados Unidos, para participar de uma audiência no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre a proposta de tarifas contra produtos brasileiros. Ao chegar ao país, o senador atacou Lula (PT) e tentou se apresentar como defensor das empresas brasileiras.

“Enquanto o atual presidente manda o dedo do meio para o povo brasileiro, eu vim a Washington defender os brasileiros”, disse Flávio. A fala faz referência ao gesto feito por Lula na sexta-feira (3), durante discurso no Palácio do Planalto, quando o presidente defendia o acesso da população de baixa renda a serviços de qualidade.

A viagem ocorre em meio ao desgaste do senador com o tema. Flávio enviou ao USTR um documento de 86 páginas no qual pede a suspensão da tarifa de 25% contra produtos brasileiros e afirma que a medida poderia representar uma “vitória política” para Lula. O argumento foi explorado pelo governo e por aliados do presidente como sinal de subordinação aos interesses dos Estados Unidos.

Flávio tenta se desvincular do apelido “Tariflávio” desde que a esquerda passou a associar o clã Bolsonaro à pressão comercial do governo Donald Trump contra o Brasil. O senador também tem dito que pretende defender o Pix, sistema que virou alvo de questionamentos de Washington no debate sobre comércio digital.

Dedo do Meio

O presidente Lula fez um gesto com o dedo do meio nesta última sexta-feira (3), durante discurso em uma cerimônia oficial no Palácio do Planalto, em Brasília. A reação ocorreu enquanto o petista criticava a ideia de que “pobre não gosta de coisa boa”.

“Nós vamos acabar com essa história que eles pensam que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles [mostra o dedo do meio]. Nós gostamos de coisa boa. Nós queremos é tudo de primeira”, afirmou o presidente.

A manifestação aconteceu durante um evento que marcou as últimas entregas do governo federal antes do início das restrições impostas pelo período eleitoral.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!