Folha entra no jogo do bolsonarismo e tenta cercar Cármen Lúcia. Por Moisés Mendes

Atualizado em 6 de setembro de 2026 às 12:25
Cármen Lúcia
Ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal. Foto: Reprodução

A Folha entra no jogo da direita e comete uma grosseria com a ministra Cármen Lúcia e um estelionato contra seus leitores com esta manchete:

“Cármen Lúcia vê erros tanto de Moraes quanto de Mendonça e vira peça-chave na disputa por hegemonia no Supremo”.

E logo abaixo da manchete a Folha colocou estrategicamente esta chamada:

“Flávio Bolsonaro cobra voto de Cármen contra Moraes e diz que ela deve se preocupar com biografia”.

André Mendonça e Alexandre de Moraes. Foto: Reprodução

A manchete parece uma mensagem de tio do zap, complementada por uma ameaça do candidato da extrema direita. O jornal finge informar o seguinte, que não informa coisa alguma, em texto de estagiário que não seria publicado na Gazeta de Alegrete:

“A ministra relatou a uma pessoa próxima uma sensação de perplexidade com os dois colegas e com o ponto a que chegou a erosão interna do Supremo”.

Pessoa próxima. Sensação. Perplexidade. Erosão. Faltou a sempre presente indignação, que serve pra qualquer coisa.

O texto não tem uma única declaração de Cármen Lúcia, que é apresentada como o voto de minerva que vai decidir os futuros de André Mendonça e Alexandre de Moraes no plenário do STF.

A Folha criou mais uma manchete mal sustentada por ‘fontes’ que não aparecem, como virou moda no jornalismo lavajatista.

A manchete é um embuste jornalístico que abusa da imagem da ministra para vender uma informação sem nenhum lastro. Para criar constrangimentos e oferecer apoio ao fascismo, a Folha desrespeitou Cármen Lúcia.

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