Folha protege empresário e publica desmentido da delação sem dar a notícia. Por Moisés Mendes

Atualizado em 15 de fevereiro de 2024 às 23:16
Luciano Hang. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Essa é a Folha de S. Paulo protetora de empresários golpistas. O jornal não noticiou que o véio da Havan foi delatado por Mauro Cid por ter pressionado o inelegível a contestar, com os militares, o resultado da eleição de Lula.

Mas noticiou na tarde dessa quinta-feira, na versão online, sem dar a informação antes, que o sujeito nega participação no golpe. A nota está na coluna Painel SA, assinada por Julio Wiziack. A Folha ajuda a desmentir a notícia que não deu.

A delação foi furo de Paulo Capelli, no Metrópoles, ignorado pelos jornalões na quinta-feira. O Globo se recuperou no dia seguinte, e a Folha deu a versão do delatado.

Falta o Estadão entrar na história, com a agilidade que tem sido a marca do jornal na cobertura do golpe. O Estadão é o cágado no zoológico da grande imprensa.

Para relembrar, esse é o trecho do áudio (não publicado pela Folha) captado pela Polícia Federal, em que Cid informa ao então comandante do Exército, general Freire Gomes, sobre a visita dos empresários Luciano Hang (lojas Havan), Meyer Nigri (Tecnisa), Afrânio Barreira (Coco Bambu) e, possivelmente, Sebastião Bomfim (Centauro) a Bolsonaro em 7 de novembro, depois da eleição.

“Na conversa que ele (Bolsonaro) teve depois com os empresários, ele estava, tava o Hang, estava aquele cara da Centauro, estava o Meyer Nigri. É, estava o cara do Coco Bambu também, ele também. Tipo, quem falou, ó… O governo Lula. Vai, vai, vai, vai cair de podre, né? Pessoal ficou um pouco de moral baixo porque os empresários estavam querendo pressionar o presidente a pressionar o MD a fazer um relatório, né, contundente, duro né? Pra virar jogo, aqueles negócios…”

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NEGRO NAZISTA

O país de Tim Maia. Os dois foragidos do presídio de segurança máxima de Mossoró são negros e do Acre. Um deles tem uma suástica tatuada na mão.

Publicado originalmente no “Blog do Moisés Mendes”

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