#ForaBolsonaro tem ações nas redes e nas ruas. Bolsonaristas são ‘despejados’ da Paulista

Coletivo Somos Democracia

Publicado originalmente pela Rede Brasil Atual:

As páginas das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo no Facebook realizam neste sábado (13), a partir das 18h, transmissão ao vivo com o tema #ForaBolsonaro. A live promoverá debate entre lideranças de movimentos sociais e populares. E terá exposições de especialistas das áreas de saúde, educação, política e justiça sobre a responsabilidade do governo de Jair Bolsonaro pelas crises pelas quais passa o Brasil. E assim fundamentar a articulação para uma pressão social pelo afastamento do presidente.

A população está esclarecida e mobilizada por um movimento pelo impeachment? Quais as chances de os crimes de responsabilidade cometidos pelo presidente serem reconhecidos pela Justiça? Existe clima no meio militar para “tolerar” um julgamento dos crimes eleitorais da chapa Bolsonaro-Mourão pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)? Bolsonaro tem força para apostar no caos e provocar uma guinada autoritária? Está blefando quando ameaça as instituições? As divergências entre movimentos de esquerda – sobre ir às ruas ou não em tempos de pandemia – afetam a união de forças e a pressão popular pelo #ForaBolsonaro?

Participam como expositores o ex-ministro da Saúde Arthur Chioro, a advogada Tania Oliveira, da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), e o presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Antonio Gonçalves.

Os debatedores serão a secretária-geral da CUT, Carmen Foro; o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Iago Montalvão; o jornalista Nuno Coelho, integrante da Comissão Brasileira Justiça e Paz e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil; o secretário-geral da Intersindical, Edson Carneiro Índio; a vice-presidenta do partido Unidade Popular, Samara Martins; e o integrante da coordenação do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), Rud Rafael. A mediação será do coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), João Paulo Rodrigues.

Antifascistas voltam às ruas

Um coletivo formado por artistas, educadores, professores, profissionais de saúde, entre outros, abre na tarde deste sábado a movimentação das ruas contra o governo de Jair Bolsonaro. O chamado Grupo de Ação programou performance de cunho artístico cultural e antifascista no vão livre do Masp, na Avenida Paulista.

O ato lembrará mortos pela violência de Estado na ditadura, pelas polícias de hoje e pela negligência dos governos em meio à pandemia da covid-19.

A Avenida Paulista – a partir de 14h, diante do Masp – abrigará também neste domingo (14) a terceira manifestação de fim de semana de integrantes de torcidas organizadas e da Frente Povo sem Medo contra o fascismo e pelo #ForaBolsonaro. A exemplo do que ocorreu no domingo passado (7), manifestantes contra e a favor do governo estarão em pontos diferentes da cidade. Desta vez os bolsonaristas, cada vez em menor número e que atacam o Congresso, o Judiciário, a ciência e as autoridades de saúde – além de pedir intervenção militar –, serão deslocados para fazer o ato dominical no Viaduto do Chá, centro da capital paulista.

O “revezamento” foi negociado com o Ministério Público de São Paulo. No domingo passado, a manifestação antifascista ocorreu no Largo da Batata, na zona oeste. Os organizadores estimam que o protesto deste domingo será maior, mais organizado e com maior conscientização dos participantes sobre a necessidade de contornar a aglomeração e manter distanciamento seguro entre as pessoas. Como nos atos anteriores, haverá distribuição de máscaras e de álcool gel.

Em entrevista à Rádio Brasil Atual, o coordenador da Frente Povo sem Medo, Guilherme Boulos, observou que os atos fascistas nas ruas – frequentemente pequenos – tendem a minguar ante a crescente mobilização pela democracia. “Eles ganhavam por W.O. – e isso acabou”, disse.

Somar forças

Assim como Boulos, o integrante do coletivo Somos Democracia (torcedores organizados) Danilo Pássaro acredita que a movimentação antirracista e antifascista nas ruas se soma a outras iniciativas. Seja por meio de manifestos de diferentes setores da sociedade, por ações nas redes e também pela via institucional, avalia o coletivo.

Danilo Pássaro também acredita que o ato deste domingo será maior, devido à boa repercussão dos anteriores, o que acaba encorajando mais gente indignada a se manifestar pelo #ForaBolsonaro. “É importante transformar a correlação de forças dentro do Congresso Nacional. Há dezenas de pedidos de impeachment e diversos crimes de responsabilidades cometidos por Bolsonaro”, observa Pássaro, lembrando que o impeachment é processo politico, e não apenas jurídico, por isso requer as diversas formas de pressão da sociedade.

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