Fosse Moraes de outro partido, o STF mandaria investigar os R$ 4 milhões que ele recebeu? Por Kiko Nogueira

Eles
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O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão definiu seu sucessor Alexandre de Moraes como dono de “uma indigência intelectual assustadora” em entrevista ao DCM.

É um pouco além disso.

Moraes não tem menor condição de permanecer no cargo, mas tudo é possível no governo Temer, aquele não liga para pesquisas de popularidade porque não precisou disso para chegar aonde chegou.

Depois de fazer papel de cabo eleitoral em Ribeirão Preto e bravatear novidades da Lava Jato na semana seguinte, quando prenderam Palocci, ele se vê agora implicado na Operação Acrônimo.

Segundo a Folha, Moraes recebeu 4 milhões de reais de uma empresa investigada, a JHSF Participações, entre 2010 e 2014.

O dinheiro foi para seu escritório de advocacia.

Veja só: o ministro Luiz Fux arquivou liminarmente o caso depois de oito dias. Oito dias, repito. Uma decisão considerada “monocrática”.

Estranhamente, Fux não quis saber, como eu e você queremos, o que esses 4 milhões pagaram. Simplesmente não se interessou. Em tese, são “honorários advocatícios”. Então tá.

Mais um vez, o fato de o sujeito não ser do PT já lhe de dá uma imensa vantagem competitiva na Justiça.

Moraes está sendo também acionado por um PM por tê-lo acusado, sem provas, de ser responsável por uma chacina em Carapicuíba.

Na ocasião, ele disse à TV Globo que Douglas Gomes Medeiros “lamentavelmente, ao querer se vingar ao invés de comunicar a polícia para que realizasse as prisões, acabou praticando esses crimes”.

Na lata, na boa, sem qualquer evidência. Experimente você fazer a mesma coisa com Moraes. Que tipo de ministro da Justiça é esse?

Quem tem licença para matar no Brasil é Alexandre de Moraes.

 

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