Freixo: ‘Política armamentista de Bolsonaro facilita ataques como os de Araçatuba, Criciúma e Cametá’

Assalto a banco em Araçatuba

O deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ) escreveu pelo Twitter na manhã desta segunda-feira (30) sobre o assalto a banco que aterrorizou a cidade de Araçatuba, no interior de São Paulo, nesta madrugada. Ele relacionou o ataque com a política armamentista do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que facilita, segundo ele, o acesso a armas pesadas. Veja abaixo.

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Leia o texto na íntegra:

BOLSONARO E O ATAQUE A ARAÇATUBA: a política armamentista do desgoverno Bolsonaro facilita o acesso a armas pesadas por quadrilhas como as que aterrorizaram Araçatuba nessa madrugada e que atacaram Criciúma e Cametá em 2020. Segue o fio e compartilha!

1. O presidente age em 2 frentes. Ele está ampliando, através de decretos ilegais, a oferta de armas e munições a civis, muitas de uso restrito, como fuzis, criando arsenais privados, e ao mesmo tempo está destruindo todos mecanismos de controle e rastreamento desse armamento.

2. A quantidade de novas armas registradas em 2020 DOBROU em relação a 2019. Segundo o
@igarape_org, desde que Bolsonaro assumiu, em média 378 armas são registradas por dia pela PF, número 8 vezes maior do que em 2018. O mesmo vale para as munições.

3. De janeiro a maio de 2020, o crescimento de munições comercializadas cresceu 98% ante o mesmo período de 2019, chegando a 6,3 milhões. Apenas em maio daquele ano, 1,5 milhão de cartuchos foram vendidos — mais de 2.000 por hora!

4. Esse libera geral armamentista é acompanhado da destruição dos instrumentos de fiscalização, controle e rastreamento, o que facilita desvios e dificulta a investigação desse tipo de crime. Na prática, Bolsonaro sabota o trabalho policial e aumenta a impunidade.

5. Quem ganha são as milícias, os traficantes de armas e drogas e quadrilhas como as que aterrorizaram Araçatuba. É fácil entender essa dinâmica: a ampliação da oferta somada à destruição dos mecanismos de controle facilitam desvios que abastecem o mercado ilegal.

6. O despejo de armas nesse mercado clandestino reduz os preços de armamentos e munições e faz com que as quadrilhas tenham acesso facilitado a armas pesadas que antes tinham que ser buscadas fora do país a um custo mais alto ou serem desviadas das forças de segurança.

7. Os próprios policias, que Bolsonaro diz defender, são prejudicados por essas medidas, afinal mais armas pesadas estarão em circulação e serão usadas em confrontos com os agentes da segurança pública. Na prática, Bolsonaro retira da polícia o monopólio da força.

8. É evidente que a política do desgoverno beneficia o crime organizado. Mas o principal objetivo é formar milícias políticas fortemente armadas sob as ordens do presidente para que elas sejam pontas de lança de seu projeto de poder golpista.