Funcionária fantasma é investigada no Ministério da Saúde. Por Roberto De Martin

O ministro Ricardo Barros, da Saúde, e o chefe
O ministro Ricardo Barros, da Saúde, e o chefe

 

O Ministério Público Federal abriu investigação para apurar uma denúncia de que há uma funcionária fantasma no Ministério da Saúde.

Ela deveria ocupar uma das funções de coordenação do programa Mais Médicos, na Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES). Nunca foi vista ali.

Segundo a Procuradoria da República no DF — parte do MPF que cuida de casos que envolvem pessoas sem foro privilegiado no âmbito federa, em Brasília — foram encaminhados questionamentos à pasta, comandada desde o início do governo Temer por Ricardo Barros, do PP.

A partir do recebimento do documento, o Ministério da Saúde tem dez dias para informar a situação funcional da suposta “fantasma” que, de acordo com o que se sabe até agora, é servidora do Ministério da Educação e estaria cedida, de forma exclusiva, para a Universidade Federal Fluminense (UFF), localizada na cidade de Niterói (RJ).

Esta, aliás, é uma das questões enviadas pela Procuradoria no DF: em que condições uma servidora exclusiva de uma instituição teria sido transferida para outra.

O DCM entrou em contato com a Secretaria responsável pelo Mais Médicos, SGTES.

Ninguém soube informar a lotação da mulher suspeita da irregularidade. A assessoria de comunicação da pasta da Saúde, por sua vez, questionada pelo DCM, acolheu a demanda mas não retornou até a publicação desta matéria.

O Ministério da Saúde diz que ela é servidora pública da Universidade Federal Fluminense (UFF), requisitada pelo Ministério da Saúde. Os esclarecimentos solicitados estão sendo providenciados.

Falta explicar como uma funcionária que deveria ser exclusiva da UFF foi transferida para outra cidade.

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