Fundo ligado a Zettel e usado na compra de resort de familiares de Toffoli entra na mira da CPI

Atualizado em 18 de março de 2026 às 23:55
O resort Tayayá. Foto: Reprodução

A CPI do Crime Organizado aprovou a quebra do sigilo fiscal e bancário do fundo Arleen, apontado como veículo usado na compra do resort Tayayá, no Paraná, empreendimento ligado a familiares do ministro Dias Toffoli. O requerimento foi apresentado pelo senador Sergio Moro.

Documentos citados na apuração mostram que o Arleen tinha como único cotista o fundo Leal. Entre 2021 e 2025, esse segundo fundo teve como único cotista Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo os registros, foi por meio dessa estrutura que houve aportes de R$ 20 milhões no Tayayá. A operação marcou a entrada do pastor como sócio do empreendimento.

Antes dessa movimentação, familiares de Toffoli apareciam como administradores do resort por meio da Maridt. O próprio ministro já admitiu participação como sócio da empresa.

Dias Toffoli, ministro do STF. Foto: reprodução

O avanço da CPI atinge agora a movimentação financeira do fundo usado na operação. A medida busca acesso aos dados do Arleen dentro da apuração sobre as conexões societárias e patrimoniais do caso.

A revelação do negócio envolvendo o resort levou à saída de Toffoli da relatoria do caso Master. Depois disso, o processo passou para André Mendonça, que determinou a prisão de Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel.

Francine Eustaquio
21 anos. Trabalha no DCM desde 2025. Interessada em política, cultura e temas sociais, dedica-se à produção de conteúdo informativo e otimizado para o público digital. Aprecia leitura, cinema e música, além de explorar novos destinos e experiências gastronômicas nas horas vagas.