Fux e Barroso são tigrões com Lula e tchutchucas com Bolsonaro, Braga Netto e suas ameaças de golpe

Bolsonaro e Braga Netto

O ministro Luís Roberto Barroso é burro, covarde ou apenas um nefelibata? Seu colega Luiz Fux foi abduzido?

Barroso narrou uma conversa com Arthur Lira e com Braga Netto a respeito da tentativa de golpe do general. Este último teria enviado um recado avisando que, se não for aprovado o voto impresso e “auditável”, não haverá eleições em 2022.

“Conversei com o Ministro da Defesa e com o Presidente da Câmara e ambos desmentiram, enfaticamente, qualquer episódio de ameaça às eleições. Temos uma Constituição em vigor, instituições funcionando, imprensa livre e sociedade consciente e mobilizada em favor da democracia”, escreveu no Twitter.

Ufa! Obrigado, Barroso! Agora estamos mais tranquilos.

Só faltava Braga Netto dizer ao interlocutor que, sim, está tramando um golpe, não gostou pega eu.

Não houve qualquer manifestação de Fux, presidente do Supremo. Recentemente, Fux bateu um papo amistoso com o sujeito, que garantiu que ama a democracia e está tudo certo chefia. 

Nenhum deles lembra remotamente o tigre que ajudou a perseguir e finalmente prender Lula, o que abriu caminho para o desastre atual.

Indignados full time, davam pitacos a torto e a direito em qualquer lugar que lhes abrisse o microfone, não sossegaram enquanto o homem não estivesse na cadeia.

De acordo com o jurista Mauro Menezes, ex-presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República (2016 a 2018) e integrante do Prerrogativas, Braga Netto pode ter cometido crime de responsabilidade.

É passível de punição até mesmo com impeachment.

“Uma vez confirmado este gesto (a ameaça à realização das eleições de 2022), nós estamos diante de um crime de responsabilidade cometido por um ministro de Estado. De acordo com o artigo 7.º da Lei de Impeachment, constitui crime de responsabilidade impedir, inclusive por ameaça, o livre exercício do voto”, disse ao Estadão.

Barroso e Fux deveriam salvaguardar a Constituição e tomar as medidas jurídicas cabíveis para garantir o pleito no ano que vem — e que o ganhador assuma e governe.

Podem discutir também, juntamente com os parlamentares, como lidarão com o fato de que o presidente em exercício não vai aceitar o resultado, como já declarou, e não transmitirá a faixa ao vencedor.

O que pode ser feito para que não haja mortos na Praça dos Três Poderes? Qual o limite das bravatas do presidente da República?

Há muito mais a fazer do que tentar emplacar a cloroquina do “semipresidencialismo”.

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