Generais de posto. Por Fernando Brito

O presidente Jair Bolsonaro, na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército
Imagem: Marcos Corrêa/PR

Publicado originalmente no Tijolaço:

Por Fernando Brito

São conhecidos os “bonecos de posto”, figuras caricatas, ocas, infladas por um ventilador, postas para atrair a atenção dos passantes.

Bolsonaro, não é de hoje, faz isso com os militares: exibe-os para simbolizar seu mando, para amedrontar, para exibir o poder que de fato não tem.

Na verdade, inverteram-se os papéis: os militares acreditaram que utilizariam o ex-capitão como um boneco e acabaram seus fantoches.

Pazuello é só o mais caricato deles (hoje, porque o general Augusto Heleno, agora sumido, fez antes este papel).

Nada tem sido pior para a imagem das Forças Armadas que este governo e não é possível que, mesmo mais limitadas intelectualmente do que nunca, seus comandantes da ativa não percebam que a instituição está sendo usada como gazua por uma camada de generais reformados, para agregarem a postos no governo, para exerce pequenos comandos e, de quebra, obterem gordas vantagens remuneratórias, engordadas agora pela decisão que os transformam em “sem teto” remuneratório, elevando seus vencimentos a quase R$60 mil.

Mas Bolsonaro não quebra apenas as remuneração dos que escolhe para ”seus” generais. Quebra a hierarquia, porque torna agora um general de divisão – limite para intendentes – como símbolo da estupidez presidencial.