“Geração Z”: o que se sabe sobre os atentados impedidos em Rio, SP e Brasília

Atualizado em 2 de fevereiro de 2026 às 22:24
Carro da Polícia Civil de São Paulo
Carro da Polícia Civil de São Paulo – Reprodução

As polícias civis de São Paulo e do Rio de Janeiro prenderam, nesta segunda-feira (2), quinze pessoas suspeitas de planejar atentados a bomba nas duas capitais. Segundo as investigações, os detidos integrariam um grupo que se identificava como “Geração Z” e também discutiam a possibilidade de ataques em Brasília. Com informações da Carta Capital.

No Rio de Janeiro, três pessoas foram presas em uma operação conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática. De acordo com a investigação, o alvo seria a área em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, no centro da cidade. A apuração teve início após a identificação de grupos de mensagens e perfis suspeitos em redes sociais.

Em São Paulo, doze suspeitos foram presos sob a suspeita de planejar ataques com explosivos na Avenida Paulista. Segundo o delegado-geral da Polícia Civil paulista, Arthur Dian, os grupos monitorados reuniam cerca de 8 mil participantes, sendo ao menos 600 localizados na capital. As prisões ocorreram na cidade de São Paulo, em Osasco, São Caetano do Sul e Botucatu.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a operação preventiva foi resultado do monitoramento de redes sociais realizado pelo Núcleo de Observação e Análise Digital da Polícia Civil. As mensagens indicavam a organização de ações classificadas pelos próprios integrantes como “manifestação”, sem pauta definida, com incentivo à violência.

Durante a operação, os policiais apreenderam simulacros de armas de fogo. Não foram localizados explosivos prontos. As investigações apontam que o planejamento dos ataques ocorria principalmente por meio da plataforma Telegram.

De acordo com a polícia, embora os integrantes se apresentassem como apartidários, havia compartilhamento de discursos de radicalização e incentivo a ataques contra estruturas de telecomunicações, prédios públicos, autoridades estatais e centros políticos. Os envolvidos podem responder pelo crime de terrorismo, cuja pena pode chegar a trinta anos de prisão no Brasil.

Em áudios analisados pela polícia, um dos suspeitos se refere ao plano no Rio de Janeiro como “uma missão que vai acontecer antes do movimento”. Em outra gravação, ele pergunta a um interlocutor se teria interesse em participar, afirmando: “A gente vai fazer uns ataques aí para chamar atenção”.

Os investigadores também localizaram, em fóruns de discussão, orientações e materiais sobre a fabricação de artefatos incendiários improvisados, como coquetéis molotov, além de bombas caseiras com bolas de gude e pregos.

Jessica Alexandrino
Jessica Alexandrino é jornalista e trabalha no DCM desde 2022. Sempre gostou muito de escrever e decidiu que profissão queria seguir antes mesmo de ingressar no Ensino Médio. Tem passagens por outros portais de notícias e emissoras de TV, mas nas horas vagas gosta de viajar, assistir novelas e jogar tênis.