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Gleisi defende ministra da Saúde e alerta para “tapetão” na pasta

Atualizado em 14 de janeiro de 2024 às 14:42
Presidente do PT defendeu a ministra da Saúde, Nísia Trindade, de críticas à sua gestão. Foto: Reprodução

No sábado (13), a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, defendeu a ministra Nísia Trindade, titular da Saúde, diante das críticas provenientes tanto da base governamental quanto da oposição, principalmente relacionadas à liberação de verbas da pasta.

Hoffmann acusou “grupos políticos ávidos por abocanhar o ministério” de orquestrar intrigas contra a ministra, elogiando sua agilidade na transferência de recursos para estados e municípios, totalizando quase R$ 5 bilhões no final do ano passado.

A contenda entre Nísia e o Congresso teve um novo episódio com a publicação de uma portaria em dezembro, que, na visão de parlamentares, estabeleceu obstáculos para a destinação de recursos extras do antigo orçamento secreto a estados e municípios.

O deputado federal Lindbergh Farias, do PT, também repudiou os ataques à ministra, destacando sua defesa incisiva do Sistema Único de Saúde (SUS) e considerando “ilação absurda” as acusações sobre a nomeação de seu filho.

Além deles, a governadora reeleita do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, e o ex-ministro José Dirceu, entre outros, também saíram em defesa da ministra da Saúde.

Apesar do aumento no peso das emendas no Orçamento da Saúde nos últimos anos, a pressão sobre a ministra persiste. Dados do Planejamento mostram um aumento significativo a partir de 2020, durante o governo Bolsonaro, enquanto o montante destinado a investimentos na Saúde permaneceu praticamente estável. Além disso, Nísia Trindade enfrenta críticas na gestão dos hospitais federais no Rio, com acusações de demora na reabertura de leitos e sucateamento das unidades.

No cenário da esquerda, o deputado federal Washington Quaquá, vice-presidente nacional do PT, classifica a gestão de Nísia como “inoperante e frágil”, destacando a falta de diálogo com o setor público e defendendo sua saída do cargo diante da relevância do governo Lula.