
O escândalo do Powerpoint mostrou um método, não um deslize.
Na semana passada, Andréia Sadi repercutiu uma apuração citando o golpista Paulo Figueiredo como fonte.
Segundo Sadi, Figueiredo e seu comparsa Eduardo Bolsonaro estão tentando viabilizar a retomada da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). “Figueiredo disse ao blog ver o Brasil ‘cavando uma nova briga’ com Trump”, afirma ela.
Noves fora a bravata de um vendido obcecado por Moraes, que fatura com cada ameaça ao Supremo, o público não foi informado de que Paulo Figueiredo está morando em Miami porque fugiu do Brasil. É acusado de corrupção. Tentou dar um golpe de estado. Foi preso em terras americanas.
Isso não é detalhe. Isso é central. Ah, sim: ele também tem esquemas envolvendo pagamento de propinas no âmbito do Banco de Brasília, o BRB. Etc etc.
Como denunciado pelo DCM , o lobista e seu pai Paulo Figueiredo foram incluídos na Dívida Ativa da União por não quitarem multas que somam mais de R$ 100 milhões aplicadas pela Comissão de Valores Mobiliários. As penalidades decorrem de irregularidades apontadas durante a atuação dos dois em um negócio com Donald Trump para a construção de um hotel no Rio de Janeiro, envolvendo prática de operação fraudulenta no mercado de valores mobiliários, transferência indevida de riqueza, desvio de recursos e enriquecimento ilícito.
Bolsonaristas buscam junto a interlocutores de Trump retomada da Lei Magnitsky contra Moraes. Aliado de Eduardo Bolsonaro disse à jornalista @AndreiaSadi que Brasil está ‘cavando uma nova briga’ com os Estados Unidos.
➡️ Assista à #GloboNews: https://t.co/yAMjf4cw3V #Estúdioi pic.twitter.com/YsoJ1jyDWz
— GloboNews (@GloboNews) April 17, 2026
Por que nada disso foi dito ao espectador?
Ao esconder esse histórico, a GloboNews não apenas entrevista — ela reabilita a imagem de um bandido em tempo real.
Por que não chamar Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, para comentar segurança pública?
Não é “pluralidade”. Não é “ouvir o outro lado”. É normalização de alguém que deveria ser apresentado com todas as ressalvas possíveis.
Se a decisão editorial é entrevistar, que se entreviste. Mas com transparência total.
A Globo não pode reclamar da crise de credibilidade enquanto trata como comentaristas legítimos verdadeiros delinquentes.
Figueiredo está em casa na Globo, como seu avô ditador antes dele. É tudo parte da mesma quadrilha.
Que isto seja naturalizado assim, dessa forma que faz a Andreia Sadi(ca) e a Globo News, ainda me choca. No dia do aniversário de dez anos do golpe contra @dilmabr , que a imprensa que apoiou aquele golpe siga golpista e naturalizando e normalizando criminosos como os Bolsonaro… https://t.co/CPyygRcTMJ
— Jean Wyllys (@jeanwyllys_real) April 17, 2026
A normalização de Paulo Figueiredo como um interlocutor legítimo no debate público é um sintoma dos nossos tempos.
Esse sujeito além de ser um golpista é um criminoso que esteve preso nos EUA por envolvimento num esquema de propinas no BRB.
Por que essas credenciais nunca são…
— JornalismoWando (@JornalismoWando) April 18, 2026
Se alguém tinha dúvida se a Globo e a GloboNews eram golpistas, esse vídeo acaba com qualquer dúvida! Andréia Sadí agora tem como correspondente Paulo Figueiredo, o neto de ditador! É o fundo da fossa rede Globo!!!
GLOBO INIMIGA DO POVO pic.twitter.com/QFuz8eqt7s— CostaJr2026 (@CostaJr2023) April 18, 2026
Andréia Sadi feat Paulo Figueiredo na Globo Pan –Jovem News– é o fim!
Não se trata de ouvir todos os lados. É como pautar a Richthofen pra defender a família.
Fazer jornalismo dando voz a quem vive de fabricar fake news é nada mais nada menos do q legitimar a mentira como fato. pic.twitter.com/jwZ72IZaRc
— Odete Roitman (@_OdeteRoitman_) April 18, 2026
Andréia Sadi baixou o nível do jornalismo. Usou Paulo Figueiredo, foragido e cria da ditadura como “fonte”. ridículo
— Claudio (@claudio_apois) April 19, 2026