Gonet impõe três condições para avançar com delação de Vorcaro; saiba quais

Atualizado em 11 de agosto de 2026 às 15:31
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: Reprodução

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, impôs três condições para que avance uma eventual delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, segundo a coluna de Bela Megale no jornal O Globo. Até agora, ele não atendeu a nenhuma das exigências apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Gonet manifestou pouca expectativa sobre um novo acordo, mesmo diante da negociação conduzida pelo banqueiro. Em conversas reservadas com integrantes de tribunais superiores, o procurador-geral indicou que a PGR manterá a resistência enquanto não receber as informações exigidas.

A primeira condição impede Vorcaro de selecionar as pessoas que pretende delatar. A Procuradoria quer que ele apresente todos os envolvidos nos fatos sob investigação, sem excluir nomes.

A segunda exigência trata do destino dos recursos ligados às supostas fraudes bancárias atribuídas ao banqueiro. A PGR cobra detalhes sobre o paradeiro do dinheiro que Vorcaro teria movimentado no esquema.

Paulo Gonet. Foto: Carlos Moura/SCO/STF

PGR quer informações antes de discutir benefícios

A terceira condição determina que as partes deixem para uma etapa posterior qualquer debate sobre pena e benefícios. Primeiro, a Procuradoria quer que todas as informações oferecidas pelo banqueiro estejam formalizadas.

As duas tentativas anteriores de acordo não atenderam a esses parâmetros, conforme a avaliação levada por Gonet a interlocutores. Por isso, a PGR não vê motivo para alterar sua posição neste momento.

Vorcaro negocia a possibilidade de colaboração premiada com uma nova equipe de defesa. Gonet, porém, avalia que a troca de advogados não deve mudar o quadro se o banqueiro mantiver as mesmas condições das conversas anteriores.

A devolução de ativos costuma integrar acordos de delação premiada, mas Vorcaro resiste a essa contrapartida. A PGR seguirá sem abrir negociação sobre eventuais benefícios até que as três exigências sejam cumpridas.

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