Governador que censurou livros, em Rondônia, retirou obrigatoriedade da vacina para febre aftosa

PUBLICADO NO DE OLHO NOS RURALISTAS

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, gosta de se apresentar como Coronel. Nesta quinta-feira (07), ele se tornou conhecido nacionalmente por causa de decisão da Secretaria Estadual de Educação: recolher livros. Entre os 43 títulos, 19 obras de Rubem Fonseca, uma de Franz Kafka, uma de Edgar Allan Poe, outra de Euclides da Cunha. Todas as obras de Rubem Alves foram vetadas, e indicadas para envio ao Núcleo do Livro Didático da secretaria.

Outro deputado estadual em Rondônia, Adelino Follador (DEM), observou em novembro que o governo do Rio Grande do Sul declarou o fim da vacinação e, diante do retorno da doença, teve de voltar atrás. Os pecuaristas gaúchos, segundo o Zero Hora, também dividem-se em relação à medida.Em contrapartida, a principal fonte de receita do estado, a pecuária, ganhou um mimo recente: a suspensão em dezembro, pelo próprio governador, da obrigatoriedade de vacina para a febre aftosa.

A medida foi contestada até por defensores do setor, como o deputado estadual Jean Oliveira (MDB). Ele identificou “extremo perigo” para a economia estadual. E disse que os próprios produtores temem o fim abrupto da vacinação.

Segundo o Portal DBO, especializado em pecuária, a decisão isolada do governador de Rondônia – anunciada durante uma audiência pública – destoa das diretrizes sanitárias pactuadas com a Organização Internacional de Saúde Animal (OIE), organismo internacional formado por 182 países, entre eles o Brasil.

O cronograma apresentado à OIE, explica o portal, prevê a suspensão da vacinação em todo o país, a partir de cinco blocos de estados. Rondônia e Acre fazem parte do Bloco 1 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa). Mas Marcos Rocha decidiu se adiantar ao processo. O Acre informou não estar pronto para a suspensão.

Confira aqui a decisão do governo de Rondônia sobre os livros:

Aqui, a decisão sobre o gado bovino:

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