Governo Lula demite dois servidores da Abin investigados pela PF

Atualizado em 26 de janeiro de 2024 às 19:28
Fachada da Abin no Setor Policial Sul, em Brasília. Foto: Reprodução

O governo federal dispensou dois servidores da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) alvos da Polícia Federal em investigação sobre o uso do software espião FirstMile durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ambos são delegados da própria corporação e ocupavam cargos de confiança.

Os demitidos são Carlos Afonso Coelho, coordenador do comando de aviação da corporação, e Marcelo Bormevet, assessor na Subchefia Adjunta de Infraestrutura da Casa Civil. Os dois são servidores de carreira e as dispensas foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta (26).

As dispensas ocorrem após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou o afastamento dos investigados de suas funções públicas. Ambos preferiram não fazer nenhuma manifestação pública sobre as demissões.

PF vê ‘possível conluio’ da atual gestão da Abin. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Segundo a PF, a Abin monitorou políticos e outras autoridades entre 2019 e 2021. A ação da agência usava o programa espião sem autorização da Justiça e, de acordo com a corporação, com objetivos políticos.

Alguns membros do governo têm defendido a demissão da cúpula da Abin em meio às investigações da PF, que apontam que existe um conluio na atual gestão para proteger os envolvidos no esquema de espionagem ilegal.

Para alguns investigadores da corporação, a permanência do comando da agência é “insustentável”. Parte dos membros do governo ainda defendem a demissão do diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, e do diretor Alessandro Moretti.

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