Governo Trump ataca o Irã em meio a cessar-fogo e negociações de paz

Atualizado em 25 de maio de 2026 às 21:20
Ilustrativo
Um banner anti-Estados Unidos durante parada militar no Irã. Foto: Vahid Salemi/AP Photo

Forças militares dos Estados Unidos realizaram ataques no sul do Irã nesta terça-feira (26), noite de segunda-feira no Brasil, segundo o Comando Central estadunidense. O órgão afirmou que as ações foram feitas “em autodefesa” e de forma limitada durante o cessar-fogo em curso.

De acordo com o CentCom, os alvos incluíram locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas que estariam instalando minas subaquáticas. O comando militar disse que a ação foi planejada para proteger tropas dos Estados Unidos de ameaças atribuídas às forças iranianas.

Antes do comunicado estadunidense, autoridades do Irã haviam relatado explosões em Bandar Abbas, cidade no litoral sul do país que abriga uma importante base militar aérea e naval. A agência semioficial Fars informou que a situação no local era de normalidade na madrugada de terça.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Patrick B. Ruddy/Casa Branca

O ataque ocorre enquanto negociadores dos dois países tentam fechar um acordo para encerrar a guerra iniciada no fim de fevereiro, após ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica. As forças estadunidenses e iranianas mantêm cessar-fogo desde 8 de abril, mas o bloqueio à navegação no Estreito de Ormuz e o bloqueio dos Estados Unidos a portos iranianos seguem ativos.

Nos últimos dias, Washington e Teerã vinham sinalizando avanços em uma negociação definitiva. Donald Trump chegou a dizer no sábado (23) que acreditava que o acordo estava próximo, mas depois ameaçou “explodir” os iranianos caso não houvesse consenso. O Irã, por sua vez, afirmou nesta segunda-feira (25) que as partes ainda não estavam perto de uma solução.

A guerra provocou o fechamento prático do Estreito de Ormuz, bombardeios iranianos contra países da região e alta nos preços da energia. O novo ataque recoloca pressão sobre as tratativas diplomáticas e amplia a incerteza no Oriente Médio.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política e estagiária pelo Diário do Centro do Mundo. Adoro ciclismo, e busco estudar sobre mobilidade urbana e políticas públicas.