Governo Trump decide retomar injeção letal e fuzilamento para condenados

Atualizado em 24 de abril de 2026 às 14:25
O presidente dos EUA, Donald Trump. Foto: Divulgação

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (24) que retomarão a aplicação de injeções letais em condenados à pena de morte, além de adotar o fuzilamento como novo método de execução em âmbito federal.

O Departamento de Justiça divulgou um comunicado afirmando que a decisão é uma ordem do presidente Donald Trump, com o objetivo de acelerar e ampliar a aplicação de sentenças capitais. A injeção letal é um dos métodos legais de execução nos EUA, que é um dos 55 países que ainda utilizam a pena de morte.

No entanto, em anos recentes, vários estados haviam interrompido o uso desse método devido a batalhas judiciais e à moratória estabelecida pelo ex-presidente Joe Biden, que apontava preocupações sobre o sofrimento excessivo causado pela injeção letal.

Em 2024, os Estados Unidos começaram a aplicar a morte por asfixia como alternativa, um método que também gerou controvérsias devido a relatos de sofrimento extremo, sendo comparado a tortura pela ONU.

Sala onde injeção letal é aplicada na prisão estadual de San Quentin. Foto: Divulgação

A decisão de retomar a injeção letal foi criticada por defensores dos direitos humanos, mas o Departamento de Justiça classificou a moratória do governo Biden como “profundamente falha”. O comunicado de sexta-feira enfatizou que essas medidas são essenciais para “deter crimes bárbaros”, “fazer justiça às vítimas” e “proporcionar um desfecho para as famílias sobreviventes”.

Apesar de ser uma medida federal, a aplicação da pena de morte nos EUA varia de estado para estado, com alguns permitindo métodos alternativos, como o fuzilamento, enquanto outros proibem a pena de morte.

Em 2025, a Carolina do Sul executou um condenado por fuzilamento, diante da escassez de medicamentos para injeção letal, destacando a flexibilidade dos métodos de execução no país. Essa decisão será adotada como um parâmetro, já que a aplicação da pena de morte continua sendo descentralizada nos Estados Unidos.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 28 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.