
A Força Quds, unidade de elite do Corpo da Guarda Revolucionária do Irã, emitiu uma grave ameaça nesta segunda-feira (2), afirmando que os “inimigos que mataram” o líder supremo Ali Khamenei não estarão seguros “nem mesmo em casa”.
A declaração foi feita pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar confiança na vitória da ofensiva americana contra Teerã em um discurso realizado em Washington. A mídia estatal iraniana veiculou a ameaça, refletindo a escalada do conflito.
A tensão no Oriente Médio aumentou consideravelmente com novos ataques da Guarda Revolucionária, que lançou mísseis contra o petroleiro ‘Athen Nova’, atingindo o navio no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo.
Em meio a esses ataques, Trump reafirmou sua postura agressiva, afirmando que a ofensiva contra o Irã é “a nossa última e melhor chance de eliminar a ameaça do regime iraniano”. O presidente dos EUA também afirmou que a guerra poderia durar “quatro ou cinco semanas ou mais”, indicando a continuidade da ação militar.
Em seu discurso, o republicano detalhou os objetivos da operação, que incluem a destruição de mísseis iranianos, o desmantelamento da Marinha do Irã e a interrupção das “ambições nucleares” do país, além de cortar o financiamento iraniano a grupos terroristas.
Ele também declarou que não estava disposto a retomar negociações com Teerã, que estavam sendo conduzidas para a assinatura de um acordo de não proliferação de armas nucleares. “Não dá para lidar com essas pessoas”, disse Trump, destacando sua postura inflexível em relação ao regime iraniano.
Estados Unidos – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se mostrou confiante na vitória do país em seu confronto com o Irã em discurso nesta segunda-feira (2).
"Venceremos facilmente. Estamos à frente das nossas projeções. Especulamos de 4 a 5 semanas, mas pode durar… pic.twitter.com/BEYw6XAfAw
— g1 (@g1) March 2, 2026
A situação no Irã se intensificou com a entrada em vigor de um novo ataque coordenado entre os Estados Unidos e Israel, com ataques aéreos que resultaram na morte de quatro militares americanos e 18 feridos em estado grave, de acordo com informações da rede CNN Internacional.
Trump, no entanto, reiterou sua convicção de que a ofensiva está dentro de um “plano estratégico” e deve ser continuada até que os objetivos sejam alcançados. Em seu pronunciamento, ele se referiu ao acordo nuclear com o Irã, criticando o ex-presidente Barack Obama por ter firmado o acordo e afirmando estar “muito feliz de ter derrubado o horrível acordo nuclear”.
Ele ainda afirmou que a guerra era a única maneira de “eliminar a ameaça intolerável” representada pelo Irã, enfatizando que a ofensiva teve sucesso imediato, com a eliminação da liderança iraniana em uma hora.
A Força Quds, unidade responsável por operações externas e inteligência fora do Irã, alertou que as potências ocidentais não estarão mais a salvo, apontando que os ataques conjuntos dos dois países marcaram o fim da “glória” de seus inimigos.
A TV Estatal iraniana transmitiu a ameaça, avisando que os inimigos não terão mais refúgio em nenhum lugar do mundo. A Força Quds é uma unidade militar especializada que atua como o “braço internacional” da Guarda Revolucionária do Irã.
Responsável por operações militares e ações de inteligência no exterior, ela tem se destacado em apoiar grupos aliados no Oriente Médio, como o Hezbollah no Líbano e milícias xiitas no Iraque. A unidade foi comandada por Qassem Soleimani até sua morte e continua sendo um pilar central da política externa iraniana.