Guarda Revolucionária do Irã ameaça EUA e Israel: “Não estarão seguros nem em casa”

Atualizado em 2 de março de 2026 às 16:31
Homem exibe cartaz com a imagem do aiatolá Ali Khamenei após o falecimento do líder. Foto: Divulgação

A Força Quds, unidade de elite do Corpo da Guarda Revolucionária do Irã, emitiu uma grave ameaça nesta segunda-feira (2), afirmando que os “inimigos que mataram” o líder supremo Ali Khamenei não estarão seguros “nem mesmo em casa”.

A declaração foi feita pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar confiança na vitória da ofensiva americana contra Teerã em um discurso realizado em Washington. A mídia estatal iraniana veiculou a ameaça, refletindo a escalada do conflito.

A tensão no Oriente Médio aumentou consideravelmente com novos ataques da Guarda Revolucionária, que lançou mísseis contra o petroleiro ‘Athen Nova’, atingindo o navio no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo.

Em meio a esses ataques, Trump reafirmou sua postura agressiva, afirmando que a ofensiva contra o Irã é “a nossa última e melhor chance de eliminar a ameaça do regime iraniano”. O presidente dos EUA também afirmou que a guerra poderia durar “quatro ou cinco semanas ou mais”, indicando a continuidade da ação militar.

Em seu discurso, o republicano detalhou os objetivos da operação, que incluem a destruição de mísseis iranianos, o desmantelamento da Marinha do Irã e a interrupção das “ambições nucleares” do país, além de cortar o financiamento iraniano a grupos terroristas.

Ele também declarou que não estava disposto a retomar negociações com Teerã, que estavam sendo conduzidas para a assinatura de um acordo de não proliferação de armas nucleares. “Não dá para lidar com essas pessoas”, disse Trump, destacando sua postura inflexível em relação ao regime iraniano.

A situação no Irã se intensificou com a entrada em vigor de um novo ataque coordenado entre os Estados Unidos e Israel, com ataques aéreos que resultaram na morte de quatro militares americanos e 18 feridos em estado grave, de acordo com informações da rede CNN Internacional.

Trump, no entanto, reiterou sua convicção de que a ofensiva está dentro de um “plano estratégico” e deve ser continuada até que os objetivos sejam alcançados. Em seu pronunciamento, ele se referiu ao acordo nuclear com o Irã, criticando o ex-presidente Barack Obama por ter firmado o acordo e afirmando estar “muito feliz de ter derrubado o horrível acordo nuclear”.

Ele ainda afirmou que a guerra era a única maneira de “eliminar a ameaça intolerável” representada pelo Irã, enfatizando que a ofensiva teve sucesso imediato, com a eliminação da liderança iraniana em uma hora.

A Força Quds, unidade responsável por operações externas e inteligência fora do Irã, alertou que as potências ocidentais não estarão mais a salvo, apontando que os ataques conjuntos dos dois países marcaram o fim da “glória” de seus inimigos.

A TV Estatal iraniana transmitiu a ameaça, avisando que os inimigos não terão mais refúgio em nenhum lugar do mundo. A Força Quds é uma unidade militar especializada que atua como o “braço internacional” da Guarda Revolucionária do Irã.

Responsável por operações militares e ações de inteligência no exterior, ela tem se destacado em apoiar grupos aliados no Oriente Médio, como o Hezbollah no Líbano e milícias xiitas no Iraque. A unidade foi comandada por Qassem Soleimani até sua morte e continua sendo um pilar central da política externa iraniana.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 28 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.