Guerra contra o Irã está ‘praticamente concluída’, diz Trump: “Não sobrou nada”

Atualizado em 9 de março de 2026 às 18:23
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (9) que a guerra contra o Irã está perto do fim. Em entrevista por telefone à CBS News, ele disse que o conflito está “praticamente concluído”, avaliação dada no décimo dia da ofensiva iniciada em 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel contra o território iraniano.

Segundo a emissora americana, Trump afirmou que a operação avançou mais rápido do que o prazo de quatro a cinco semanas mencionado por ele no início da guerra. Na conversa com a repórter Weijia Jiang, o presidente declarou: “Acho que a guerra está praticamente concluída. Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea”.

Trump também afirmou que a estrutura militar iraniana foi amplamente desarticulada. De acordo com o relato da CBS, ele disse: “Os mísseis estão dispersos. Os drones estão sendo destruídos por toda parte, inclusive as fábricas de drones. Se você olhar, não sobrou nada. Não restou nada do ponto de vista militar.”

As declarações ocorreram em meio à pressão do mercado internacional de energia. A guerra elevou o preço do petróleo para acima de US$ 100 por barril, com picos próximos de US$ 120, movimento que atingiu bolsas globais e ampliou preocupações sobre impactos na economia americana e no ambiente político antes das eleições de novembro nos Estados Unidos.

Instalação petrolífera no campo de Khurais, operada pela Saudi Aramco, na Arábia Saudita. Foto: Divulgação

Após falar sobre um plano para os preços do petróleo e indicar que a guerra poderia terminar em breve, ele ajudou a aliviar parte da tensão no mercado, e o petróleo recuou ao longo do dia. Na mesma entrevista, o presidente também disse que não tinha mensagem para Mojtaba Khamenei, apontado como novo líder supremo do Irã após a morte de Ali Khamenei, e afirmou ter outro nome em mente para o posto, sem revelar detalhes.

Do lado iraniano, o discurso foi o oposto. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, descartou a possibilidade de cessar-fogo enquanto continuarem os ataques de Estados Unidos e Israel. Segundo ele, “não faz sentido falar de nada além de defesa e retaliação contra os inimigos”.

A imprensa estatal iraniana informou ainda que a Guarda Revolucionária pretende ampliar a intensidade dos lançamentos de mísseis. De acordo com declarações atribuídas ao comandante Majid Mousavi, “nenhum míssil será lançado com ogivas de menos de uma tonelada”, numa sinalização de escalada militar em vez de recuo.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 28 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.