Guerra na fronteira: a quem serve? Por Chico Teixeira

Atualizado em 4 de dezembro de 2023 às 11:41
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. (Foto: Reprodução)

Acho que está sendo feita uma “estranha aliança” na Questão do Essequibo.

De um lado, Maduro agitando a honra e a glória “nacional” para desviar a atenção das questões mais essenciais do quotidiano. Do mesmo lado, e não “de outro lado”, está a Direitona bolsonarista, que adoraria levar os militares brasileiros, em baixa, para um papel de destaque na cena política, voltando a ser um ator decisivo, quiçá com um Estado de Emergência, mais compras militares e controle territorial.

Maduro sabe que a Guiana possui um tratado de defesa com o Reino Unido e abriga uma base – já existente, diferentemente do que a mídia propaga – em cooperação com a Primeira Brigada de Assistência e Segurança/ SFAB, do Comando Sul do Exército americano.

Mapas do livro “Base Nation”: Como as bases militares dos EUA no exterior prejudicam a América e o mundo, escrito por David Vine (Metropolitan Books, 2015). Fornecido por David Vine e Kelly Martin Designs.

Além das bases de Aruba e do Panamá, na distância de vôo da USAF. Assim, vamos baixar o tom e um conflito diplomático de mais de cem anos não explodirá agora, num período eleitoral. Trata-se claramente de um caso do “rabo que abana o cachorro”: campanha eleitoral gerando tensão mobilizadora de paixões.

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