Família Bolsonaro virou “fardo político” para Trump, afirma ministro

Atualizado em 1 de novembro de 2026 às 7:51
José Guimarães
José Guimarães, ministro da Secretaria de Relações Institucionais. Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), afirmou no sábado (31) que a família Bolsonaro se tornou um “fardo político” para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A reação ocorreu após o secretário de Estado Marco Rubio negar participação direta do governo americano na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.

Em publicação no X, Guimarães associou o caso à proximidade das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, quando os eleitores renovarão a Câmara dos Representantes e parte do Senado. “Marco Rubio agora nega que o governo dos EUA tenha ajudado Flávio Bolsonaro a fugir do Brasil”, escreveu.

O petista disse que eleitores americanos questionam por que o governo Trump alegaria falta de recursos para assegurar saúde à população, mas usaria sua estrutura para acolher uma família estrangeira. Guimarães citou denúncias graves de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas ao tratar dos Bolsonaro.

“A relação com os Bolsonaro começa a gerar questionamentos dentro dos EUA e se transforma em mais um problema político para Trump”, completou o ministro. Na mesma postagem, ele endossou as hashtags “DeportTheBolsonaros” e “DeportTheBolsonarosNOW”.

Rubio negou participação direta dos Estados Unidos

Rubio declarou a jornalistas que o governo dos Estados Unidos não participou diretamente da operação que levou Flávio Bolsonaro para fora do país. “Não estávamos envolvidos em nenhum dos acordos ou preparativos que ele fez para deixar o país”, afirmou.

O secretário reiterou que o governo americano não participou diretamente das ações que permitiram a saída do senador. A declaração veio depois de reportagens da imprensa dos Estados Unidos apontarem uma possível colaboração de integrantes dos governos Trump e do presidente argentino Javier Milei.

O Wall Street Journal informou que Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca, ajudou a viabilizar o avião particular usado por Flávio Bolsonaro e sua família na viagem aos Estados Unidos. Um auxiliar de Milei também teria participado da ação.

Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na terça-feira (27), depois de perder a eleição presidencial. A saída ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar a entrega dos passaportes do senador e proibi-lo de deixar o país.

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