
O Conselho de Ética da Alesp deve incluir ainda em abril a análise do pedido de cassação do deputado estadual Guto Zacarias (Missão). Além disso, a Bancada Feminista do PSOL protocolou a representação em 2 de abril, e o caso já aparece no sistema da Assembleia.
Nessa nova etapa, mais de mil eleitores enviaram e-mails à Assembleia entre 3 e 6 de abril. Nas mensagens, por sua vez, os remetentes cobraram rapidez na tramitação e pediram uma resposta da Casa.
O pedido de cassação retoma o caso que veio a público no início do mês. Segundo denúncia atribuída ao Ministério Público de São Paulo, Guto Zacarias é acusado de agressões físicas, verbais e psicológicas contra a ex-companheira. Além disso, a acusação inclui o agravante de que a violência teria ocorrido durante a gravidez dela.

De acordo com a apuração, a ex-companheira relatou pressão para interromper a gestação, com indicação de clínicas clandestinas. Além disso, a denúncia cita mensagens que, segundo a acusação, tentaram influenciar essa decisão. Enquanto isso, a Bancada Feminista sustenta que os fatos configuram quebra de decoro e violação ao Código de Ética da Alesp.
Paula Nunes, codeputada da Bancada Feminista, afirmou que o deputado “não pode permanecer como representante do povo” diante da acusação. Já Guto Zacarias negou as acusações, disse que sofre perseguição política e declarou que nunca forçou a ex-companheira.
Agora, o foco se volta para o Conselho de Ética da Alesp. Se o colegiado levar a representação adiante, então a Casa abrirá uma nova frente institucional sobre o caso. Paralelamente, o Ministério Público pediu a abertura de processo criminal na Justiça paulista.