Gwyneth Paltrow é críticada por campanha imobiliária de luxo em Israel em meio ao genocídio

Atualizado em 10 de junho de 2026 às 8:47
Gwyneth Paltrow e as torres em Israel

A atriz e empresária Gwyneth Paltrow enfrenta uma onda de críticas nas redes sociais após ser anunciada como o rosto de uma campanha publicitária para um empreendimento imobiliário de alto padrão em Israel. A participação da estrela de Hollywood ocorre em meio à continuidade do genocídio em Gaza e ao agravamento da crise humanitária na região.

Paltrow foi escolhida para liderar a divulgação do projeto residencial 51 PARK, localizado na cidade de Herzliya, uma das áreas mais valorizadas de Israel. O empreendimento, desenvolvido pela incorporadora Aviv Melisron, prevê a construção de duas torres de 51 andares com apartamentos com piscina, cinema, áreas comerciais e outros serviços voltados ao mercado de luxo.

O preço pode chegar a 10 milhões de dólares. A campanha foi gravada em Nova York e apresenta a atriz promovendo o estilo de vida associado ao projeto. Paltrow, uma notória cabeça oca que fatura com produtos de “bem-estar”, é casada com o produtor de televisão judeu Brad Falchuk.

Recentemente, disse em entrevista que é “bastante centrista e meu marido acha que sou republicana. Para ser totalmente sincera, neste momento eu não me identifico com nada. Sinto que sou completamente independente.”

O lançamento provocou reações imediatas pela associação de uma celebridade a iniciativas de alto padrão em Istael em meio ao massacre.

Entre os comentários mais compartilhados está o da empresária Huda Kattan, fundadora da marca de cosméticos Huda Beauty. “Ela sabe exatamente o que está acontecendo lá. Este vídeo é nojento. Que vergonha”, escreveu.

A modelo e ativista Alana Hadid, irmã das modelos Gigi e Bella Hadid, também criticou a atriz. “O nível desse capitalismo sem freios é impressionante. Brutal. Você abriu um jornal ou assistiu às notícias? Isso não é apenas falta de sensibilidade, é cumplicidade”, afirmou.

Comentários ironizaram a imagem construída por Paltrow como referência do mercado de bem-estar e estilo de vida, acusando-a de ignorar o contexto político e humanitário da região.

A controvérsia ocorre enquanto Israel mantém operações militares em Gaza. Segundo autoridades israelenses e o Ministério da Saúde de Gaza, há mais de 70 mil palestinos mortos na Faixa de Gaza desde o início do conflito. Além das vítimas fatais confirmadas, o número pode ser ainda maior devido aos corpos que permanecem sob os escombros resultantes dos bombardeios.

Kiko Nogueira
Diretor do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.