Hackers bolsonaristas invadem live de campanha contra a violência à mulher

Violência

Publicado originalmente pelo Brasil de Fato:

O lançamento virtual da campanha “Violência contra a mulher não pode ficar invisível”, no último dia 25, foi invadido por hackers. Segundo nota divulgada pelo Movimento do Graal, responsável pela organização da campanha, foram mais de 200 tentativas de invasão, em que os hackers ameaçavam os participantes de roubo de dados pessoais. Além disso, músicas de campanhas bolsonaristas podiam ser ouvidas durante o atentado.

“Manifestamos nosso repúdio a todo ato que afronta a democracia, a liberdade de expressão e o direito ao encontro, diálogos e manifestação de brasileiras e brasileiros que lutam contra todas as formas de violências”, diz a diretoria do Graal – organização internacional de mulheres que atua junto a comunidades urbanas e rurais, debatendo temas relacionados à saúde, à sexualidade, aos direitos reprodutivos, ao meio ambiente e à economia solidária.

Após as invasões, a atividade online foi encerrada, um novo link foi criado, mas segundo a nota, as tentativas de invasão continuaram.

A quantidade de crimes cibernéticos tem crescido nos últimos anos e durante a pandemia. Segundo dados da Polícia Civil, as notificações em Minas Gerais aumentaram 50% em relação ao mesmo período do ano passado.

Campanha

Promovida pelo movimento Graal, a campanha “Violência contra a mulher não pode ficar invisível” tem a intenção de chamar a atenção para o aumento da violência sexista durante a pandemia. No Brasil, conforme a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos do Ministério da Mulher, houve um crescimento de 18% no número de denúncias registradas pelos serviços Disque 100 e Ligue 180 entre os dias 1° e 25 de março.

Em São Paulo, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os atendimentos da Política Militar a mulheres vítimas de violência em março aumentaram 44,9% em São Paulo em relação ao mesmo mês do ano passado. No Rio de Janeiro, a Justiça do Estado registrou aumento em torno de 50% dos casos de violência doméstica após o início da quarentena.

Entre as ações previstas na campanha, estão as mobilizações por meio das mídias sociais, a utilização de aplicativos de conversas online e veiculação de informativos em programas de rádio.

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