Haddad: “Caso Master pode ser uma das maiores fraudes bancárias da história do país”

Atualizado em 13 de janeiro de 2026 às 18:08
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se pronunciou nesta terça (13) sobre o caso do Banco Master, afirmando que o Brasil pode estar diante de “uma das maiores fraudes bancárias da história do país”. Ele afirmou que é necessário permitir que a defesa da instituição se explique, mas que está comprometido com o interesse público.

“O caso inspira muito cuidado. Podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país e temos que tomar todas as cautelas devidas. Garantindo espaço para a defesa se explicar, mas sendo firmes em relação àquilo que tem que ser defendido, que é o interesse público”, afirmou o ministro.

Haddad também foi questionado sobre a inspeção do Tribunal de Contas da União (TCU) no Banco Central e declarou que toda transparência é bem-vinda, mas defendeu o trabalho realizado pela autarquia e seu presidente, Gabriel Galípolo, com quem tem mantido contato diário.

“O trabalho feito pelo Banco Central é tecnicamente muito robusto. Falei com o presidente do TCU [Vital do Rêgo] algumas vezes ao telefone durante a semana passada e penso que houve ali uma convergência sobre como ajudar, como fazer o melhor para o país conhecer a verdade, apurar responsabilidades, eventualmente obter ressarcimento dos prejuízos causados”, prosseguiu.

Daniel Vorcaro, CEO do Banco Master. Foto: Divulgação

O Banco Central determinou a liquidação do Banco Master no mesmo dia em que o presidente da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal. O banqueiro é acusado de fraudar carteiras de crédito consignado e vendê-las para o Banco de Brasília (BRB).

O esquema fraudulento envolveu cerca de R$ 12,2 bilhões, de acordo com a Polícia Federal. O Banco Central também identificou uma ciranda financeira bilionária envolvendo fundos de investimento, que movimentou R$ 11,5 bilhões e também está sendo investigada.

As investigações indicam que os recursos envolvidos no esquema estavam possivelmente em nome de laranjas ligados ao banqueiro. As fraudes ocorreram entre julho de 2023 e julho de 2024 e incluem tanto a venda das carteiras de crédito quanto a utilização de fundos de investimento.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.