Haddad se consolida e encosta em Tarcísio na disputa em SP, diz Atlas/Estadão; veja os números

Atualizado em 30 de março de 2026 às 8:40
Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad. Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda

Haddad se consolida e encosta em Tarcísio na disputa pelo governo de São Paulo, segundo a pesquisa Atlas/Estadão divulgada nesta segunda-feira (30). No principal cenário testado, o ex-ministro aparece com 42,6% das intenções de voto, enquanto o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), soma 49,1%. A diferença entre os dois é de 6,5 pontos percentuais, dentro de uma largada eleitoral que já mostra forte competitividade no maior colégio eleitoral do país.

O cientista político Dawisson Belém Lopes, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e especialista em política internacional, avaliou que a pesquisa reforça a força do campo governista na disputa paulista. “Qualquer candidato saído do governo Lula 3 dará trabalho para Tarcísio, sugere a pesquisa AtlasIntel. Haddad, Tebet e Alckmin pontuam na mesma faixa – 42 pp. Tarcísio está a 1 pontinho da vitória no primeiro turno”, afirmou. Para ele, o levantamento mostra que os nomes ligados ao governo Lula largam com competitividade para enfrentar o atual governador de São Paulo em 2026.

Os números do cenário principal mostram Haddad isolado como principal nome da oposição a Tarcísio em São Paulo. Atrás dos dois aparecem o deputado federal Kim Kataguiri (Missão), com 5%, e o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB), com 1,2%. Brancos e nulos somam 1,5%, enquanto 0,6% dos entrevistados disseram não saber em quem votar. A pesquisa ouviu 2.254 eleitores entre os dias 24 e 27 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

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O levantamento também reforça a leitura de que Haddad se consolidou como o nome mais competitivo do campo progressista para enfrentar Tarcísio. Mesmo após resistências iniciais à candidatura, o ex-ministro foi confirmado como pré-candidato do PT para liderar a disputa em São Paulo. O desempenho acima de 40% sugere que a estratégia do partido pode ter acertado ao apostar em um nome já conhecido do eleitorado e com densidade política suficiente para levar a eleição a um segundo turno.

A pesquisa Atlas/Estadão foi além do cenário com Haddad e testou outros nomes ligados ao campo governista. Quando a ministra Simone Tebet aparece no lugar do petista, o bloco apoiado pelo governo federal registra 41,8%, resultado muito próximo ao de Haddad. Em um cenário com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o índice chega a 41,4%, também na mesma faixa. Já com Márcio França, o desempenho cai para 32,2%, ampliando a vantagem de Tarcísio e destacando ainda mais a força eleitoral de Haddad, Tebet e Alckmin.

Esses cenários alternativos ajudam a mostrar que a competitividade não está restrita a um único nome, mas ao campo político associado ao governo Lula. Ainda assim, Haddad aparece como o nome mais bem posicionado entre os testados, o que fortalece a percepção de que ele reúne as melhores condições para enfrentar Tarcísio e manter o pleito em aberto desde o primeiro momento.

Confira os cenários alternativos:

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