Heloísa de Carvalho, filha de Olavo, é encontrada morta em casa

Atualizado em 8 de janeiro de 2026 às 12:15
Heloísa de Carvalho. Foto: Reprodução

Heloísa de Carvalho Martin Arribas, filha do guru da extrema-direita Olavo de Carvalho, morreu na noite de quarta (7), em Atibaia, interior de São Paulo. O Boletim de Ocorrência relatou que seu corpo foi encontrado por um amigo que entrou em contato com a Polícia Civil.

Quando os agentes chegaram à residência, encontraram Heloísa na cama, com um copo contendo líquido alaranjado ao lado. A perícia também encontrou bebidas alcoólicas, medicamentos e dois frascos de Epilenil, um anticonvulsivante.

Heloísa era a primogênita de Olavo, mas foi a única de seus oito filhos a ser excluída do testamento do pai, falecido em 2022. A exclusão está relacionada às diferenças políticas entre eles.

Enquanto Olavo era de extrema-direita, Heloísa seguiu um caminho contrário, filiando-se ao Partido dos Trabalhadores (PT). A divergência resultou em um rompimento definitivo em 2017, quando ela publicou a “Carta aberta a um pai” e, posteriormente, o livro “Meu pai, o guru do presidente”.

Olavo de Carvalho. Foto: Reprodução

Heloísa acusava Olavo de negligenciar a educação dela durante a infância e de causar um grande distanciamento emocional na família, além de abandono intelectual que sofreu, sendo alfabetizada pelo programa de alfabetização de adultos, Mobral.

Ela também criticava as escolhas de Olavo, como ter levado a família para morar nos fundos da Escola Júpiter, enquanto ele se relacionava com outra esposa na parte da frente do local. Além disso, ela mencionou o fato de Olavo ter se convertido ao islamismo e ter três esposas muçulmanas simultaneamente.

A relação de Heloísa com Olavo foi marcada por disputas jurídicas. Em 2017, o filósofo processou a filha por calúnia e difamação após a publicação da carta, mas os dois chegaram a um acordo judicial, no qual Heloísa deletou sua conta no Facebook e Olavo encerrou o processo.

Em 2021, Heloísa tentou abrir e comandar o inventário de Olavo, prometendo investigar se empresários financiavam a “máquina de ódio” de seu pai. Porém, essa tentativa também foi marcada por disputas familiares, especialmente sobre a gestão da herança.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.