Histórico de fraudes: ‘Sicário’ de Vorcaro já era investigado por golpes milionários

Atualizado em 10 de março de 2026 às 22:33
Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, posando para foto de camiseta branca e boné, sério, olhando para a câmera
Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário” – Reprodução

Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como aliado do banqueiro Daniel Vorcaro, já havia sido denunciado em uma investigação do Ministério Público de Minas Gerais por participação em um esquema de fraudes financeiras e lavagem de dinheiro.

O caso foi identificado antes das apurações mais recentes relacionadas ao Banco Master e envolveu a captação de recursos de investidores com promessas de rendimentos elevados. Mourão suicidou-se ao ser preso na Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte. Com informações do G1.

Segundo o Ministério Público, “Sicário” foi sócio da empresa Maximus Digital Fomento Mercantil Ltda., que oferecia contratos com retorno financeiro muito acima dos índices praticados no mercado. As investigações indicam que os documentos apresentados aos clientes não detalhavam como os valores seriam aplicados nem quais operações financeiras sustentariam os ganhos prometidos. Um dos investigadores afirmou que “os contratos eram bastante nebulosos, não especificavam o tipo de investimento”.

Com o passar do tempo, investidores de diferentes regiões do país passaram a relatar dificuldades para resgatar os valores aplicados. Entre os relatos reunidos pelo Ministério Público estavam casos de pessoas que contraíram empréstimos para participar do investimento, acreditando que poderiam obter retorno financeiro suficiente para melhorar a renda ou pagar despesas médicas.

Daniel Vorcaro. Foto: Divulgação

Também foram identificadas movimentações financeiras relevantes atribuídas ao grupo investigado. De acordo com os promotores, entre junho de 2018 e julho de 2021 Mourão movimentou cerca de R$ 28 milhões em contas bancárias vinculadas a empresas consideradas de fachada, utilizadas para ocultar a origem dos recursos.

Outro ponto levantado pela investigação envolve a obtenção de um empréstimo de R$ 62 milhões a partir da apresentação de imóveis como garantia com valores declarados muito acima do mercado. Propriedades avaliadas entre R$ 400 mil e R$ 600 mil teriam sido registradas com valores que chegavam a R$ 19 milhões. Segundo o Ministério Público, os imóveis pertenciam a uma empresa que teve como acionista Natália Vorcaro, irmã de Daniel Vorcaro. O banco que concedeu o empréstimo foi posteriormente adquirido pelo próprio Vorcaro e passou a se chamar Banco Master.

Francine Eustaquio
21 anos. Trabalha no DCM desde 2025. Interessada em política, cultura e temas sociais, dedica-se à produção de conteúdo informativo e otimizado para o público digital. Aprecia leitura, cinema e música, além de explorar novos destinos e experiências gastronômicas nas horas vagas.