Hitler, Bolsonaro e as turnês da morte feitas por quem não trabalha para quem não tem trabalho. Por Kiko Nogueira

Bolsonaro provoca aglomeração em Tianguá (CE) (Foto: José Dias/PR)

Certa vez o historiador e filósofo alemão Oswald Spengler definiu o Terceiro Reich como “um regime para quem não tem trabalho feito por quem não trabalha”.

Spengler se referia ao desemprego na Alemanha e ao fato de que o führer nunca pegou no pesado.

Ao invés de governar, viajava pelo país ininterruptamente para dar a idéia de dinamismo e onipresença num movimento permanente, discursando em cada parada e fazendo seu show de danação.

A luxuosa chancelaria projetada por Albert Speer em Berlim, por exemplo, dos poucos prédios monumentais que o delírio nazista conseguiu terminar, foi ocupada por Hitler para reunião apenas uma vez.

Veja o caso de Bolsonaro.

No momento mais crítico da pandemia, o presidente da República vai retomar sua agenda de viagens e visitar três cidades: Chapecó (SC), Foz do Iguaçu (PR) e São Paulo (SP).

Em Chapecó estará com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reforçando a mentira assassina do “tratamento precoce”.

Apontado por ele como modelo, o município tem 100% das UTIs lotadas no SUS e na rede privada e acumula ainda mais mortes por 100 mil habitantes do que o país e o estado.

Como o ditador alemão, Bolsonaro passeia sobre cadáveres, numa campanha permanente. O saldo é conhecido.

“O Brasil precisa voltar a trabalhar”, diz o sujeito que não sabe o que é isso há mais de 30 anos.

É o circo dos horrores na turnê da morte.

Hitler em uma de suas inúmeras viagens

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