Hoje team Mandetta, mulher de Moro disse em fevereiro que o conje e Bolsonaro eram “uma coisa só”. Por Kiko Nogueira

Os Moros e os Bolsonaros quando eram “uma coisa só”

Bolsonaro merece cada segundo da agonia pública que está sofrendo — mas não há nada mais grotesco que o espetáculo dos ratos abandonando o navio.

No último dia 17 de fevereiro, uma Rosângela Moro feliz e exultante com os rumos do Brasil contava para o Estadão que era “pró-governo federal”.

“Eu não vejo o Bolsonaro, o Sérgio Moro. Eu vejo o Sérgio Moro no governo do presidente Jair Bolsonaro, eu vejo uma coisa só”, definiu.

Garantiu que Moro daria “total apoio para o presidente, inclusive no futuro aí, na reeleição”.

Já em relação a uma vaga no STF, afirmou que era “melhor ele concluir o trabalho dele como ministro da Justiça” e que o “presidente vai decidir na hora certa o que pretende para o país”.

Não levou dois meses completos para ela mudar de ideia.

Na quinta passada, poucas horas depois de Bolsonaro dar uma entrevista à Jovem Pan na qual opinou que “tá faltando um pouco mais de humildade” a Mandetta, Rosângela já sinalizava que era hora de dar tchau, como gostam os Teletubbies.

“Entre ciência e achismos eu fico com a ciência. Se você chega doente em um médico, se tem uma doença rara você não quer ouvir um médico? Henrique Mandetta tem sido o médico de todos nós e minhas saudações são para ele. In Mandetta I trust”, escreveu no Instagram, onde milita pelo maridão.

O post foi apagado menos de uma hora depois, mas o print já tinha ganhado o mundo, como ela queria.

A ingratidão, essa pantera, é o que Bolsonaro vai colher. O beijo, amigo, é a véspera do escarro.

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