
Austin Tucker Martin, o homem morto por agentes do Serviço Secreto após invadir o perímetro de segurança de Mar-a-Lago no domingo, vinha demonstrando crescente obsessão pelos chamados “arquivos Epstein” na semana anterior ao incidente. A informação foi divulgada pelo site TMZ, que teve acesso a mensagens enviadas por ele dias antes da ação.
Em 15 de fevereiro de 2026, Martin enviou um texto a um colega de trabalho dizendo: “Não sei se você leu sobre os arquivos Epstein, mas o mal é real e inconfundível”.
Na sequência, escreveu: “O melhor que pessoas como você e eu podem fazer é usar a pouca influência que temos. Conte a outras pessoas o que você ouve sobre os arquivos Epstein e o que o governo está fazendo a respeito. Conscientize”. Segundo fontes ouvidas pelo site, ele acreditava que havia um encobrimento por parte do governo e falava com frequência sobre pessoas poderosas “escapando impunes”.
Colegas do Pine Needles Lodge & Golf Club, na Carolina do Norte, onde trabalhava, relataram que Martin passou a se fixar no tema após a divulgação mais recente de documentos ligados ao caso Epstein. Eles afirmam que ele ficou profundamente abalado com o que interpretava como falha institucional em responsabilizar envolvidos.
Ao mesmo tempo, Martin era descrito como cristão fanático e explícito quanto às posições políticas. Segundo relatos, ele manifestava apoio a Donald Trump e dizia acreditar que o ex-presidente era um líder forte.
Pessoas próximas o definiam como bem-intencionado, mas cada vez mais frustrado, especialmente com a situação econômica. Ele costumava reclamar que jovens precisavam de dois empregos ou dividir moradia para conseguir sair da casa dos pais. Ele ainda vivia com a família aos 21 anos.

Martin também teria tentado organizar um sindicato no local de trabalho para pressionar por salários mais altos, mas a iniciativa não avançou por falta de adesão. Fora do emprego, atuava como desenhista, vendendo esboços de paisagens e moradores da região.
No domingo, ele foi morto após ultrapassar o perímetro de segurança de Mar-a-Lago. Autoridades informaram que ele foi visto próximo ao portão norte carregando uma espingarda e um galão de combustível. O caso segue sob investigação.