Homem que tentou matar Trump é condenado à prisão perpétua

Atualizado em 4 de fevereiro de 2026 às 16:41
O ativista Ryan Routh. Foto: Divulgação

O ativista Ryan Routh foi condenado à prisão perpétua nesta quarta-feira (4) após ser considerado culpado por uma tentativa de assassinato contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A sentença foi proferida no tribunal federal da Flórida e encerra um dos processos criminais mais sensíveis envolvendo violência política recente no país.

A decisão partiu da juíza distrital americana Aileen Cannon, que acatou o pedido dos promotores após o júri concluir que ele agiu com a intenção de matar Trump. O episódio ocorreu em 15 de setembro de 2024, quando o então candidato jogava golfe no Trump International Golf Club, em West Palm Beach, na Flórida.

Segundo a acusação, o ativista apontou um fuzil por trás de uma cerca próxima ao campo. Os promotores sustentaram que o ataque foi planejado por meses, que o réu estava disposto a matar qualquer pessoa que interferisse e que não demonstrou arrependimento ao longo do processo.

Durante o julgamento, ele optou por atuar como seu próprio advogado. Ele sugeriu uma pena de 27 anos de prisão, negou ter tido a intenção de matar Trump e afirmou que os jurados teriam sido induzidos a erro. Também declarou estar disposto a se submeter a tratamento psicológico por um transtorno de personalidade enquanto estivesse preso.

Routh, hoje com 59 anos, foi condenado em setembro de 2025 por cinco crimes, incluindo a tentativa de assassinato do presidente. Além disso, respondeu por três acusações de porte ilegal de arma de fogo e uma por obstrução de agente federal durante a prisão.

O ativista Ryan Routh sendo preso. Foto: Divulgação

Após a leitura do veredicto, ele tentou se ferir com uma caneta dentro do tribunal e precisou ser contido por agentes federais. Na mesma ocasião, sua filha gritou que o pai “não havia ferido ninguém” e afirmou que iria tirá-lo da prisão.

No dia do ataque, um agente do Serviço Secreto flagrou Routh escondido entre arbustos nas proximidades do campo de golfe. O agente disparou contra o suspeito, que fugiu sem efetuar tiros. Cerca de 45 minutos depois, o ativista foi localizado e preso enquanto dirigia.

Durante a abertura do julgamento, o promotor John Shipley afirmou que “esse plano foi cuidadosamente elaborado e era mortalmente sério”. Segundo ele, sem a intervenção do agente do Serviço Secreto, “Donald Trump não estaria vivo”.

Após a condenação, Trump se manifestou em uma rede social, classificando Routh como “um homem mau” e afirmando que ele tinha “uma intenção maligna”. Já a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, declarou que a decisão “ilustra o compromisso do Departamento de Justiça em punir aqueles que recorrem à violência política”.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 28 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.