
O movimento rebelde Houthi, do Iêmen, anunciou neste sábado o lançamento de mísseis balísticos contra Israel, marcando sua entrada direta no conflito envolvendo Irã, os Estados Unidos e aliados na região.
Alinhado a Teerã, o grupo afirmou que o ataque é uma resposta às ofensivas contínuas contra o Irã e também contra Líbano, Iraque e os territórios palestinos. Segundo os Houthis, a intervenção militar continuará até que toda “agressão” seja encerrada.
Em comunicado, o grupo declarou ter realizado sua “primeira operação militar” com uma série de mísseis balísticos direcionados a alvos militares considerados sensíveis no sul do território israelense. Já as Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram ter identificado o lançamento de um míssil a partir do Iêmen e informaram que seus sistemas de defesa aérea foram acionados para interceptar a ameaça.
A entrada dos Houthis no conflito representa uma escalada significativa em uma guerra que já dura cerca de um mês e vem se expandindo por diferentes frentes no Oriente Médio. O grupo controla grande parte do território iemenita e sua participação abre um novo eixo de confrontos.
Além do impacto militar, especialistas apontam possíveis consequências econômicas globais. Com o Irã mantendo pressões sobre o Estreito de Ormuz em retaliação a ataques americanos, a participação dos Houthis pode afetar ainda mais o fluxo de petróleo e de mercadorias na região.
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Nas últimas semanas, o grupo já sinalizava que poderia se juntar ao conflito. Na sexta-feira, afirmou que seus “dedos estavam no gatilho” e que novas provocações contra o Irã e o chamado “eixo de resistência” levariam a uma resposta militar.
O ataque ocorre em meio à reação iraniana a bombardeios contra suas instalações nucleares. Segundo informações da Bloomberg, os Houthis indicaram que suas operações continuarão enquanto não cessarem as ofensivas de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã e seus aliados, incluindo o Hezbollah.
Em conflitos anteriores, como a guerra em Gaza, os Houthis já haviam atacado Israel e rotas comerciais no Mar Vermelho e no Golfo de Áden — pontos estratégicos para o comércio global.
Analistas do setor energético alertam que a entrada formal do grupo pode reacender temores sobre o abastecimento de energia. Em momentos recentes, fluxos de petróleo que passam pelo Estreito de Ormuz já foram redirecionados por oleodutos até o Mar Vermelho, mas a atuação dos Houthis na região pode dificultar ainda mais essas alternativas.