
O fundador da Playboy, Hugh Hefner, denunciou Jeffrey Epstein ao FBI em 2005 após ouvir o relato de estupro e tráfico sexual feito por Audra Lynn Christiansen, então coelhinha da revista, segundo documentos judiciais citados pelo New York Post.
Christiansen, conhecida como Miss Outubro de 2003, teria contado a Hefner que Epstein a estuprou. Um processo apresentado por 32 vítimas do financista sustenta que o fundador da revista procurou a polícia federal americana mais de uma vez.
Audra tinha 23 anos e morava na mansão da Playboy, em Beverly Hills, quando pediu a Hefner que levasse o caso às autoridades. Ela acreditava que o empresário tinha influência e contatos suficientes para que a denúncia recebesse atenção.
O documento judicial afirma: “Sr. Hefner ligou para o FBI diversas vezes em nome da srta. Christiansen para denunciar Jeffrey Epstein”. Hefner morreu em 2017, aos 91 anos.

Processo reúne relato de tráfico sexual atribuído a Epstein
Além da acusação de estupro, Christiansen teria dito a Hefner que Epstein a traficou para Stanley Ho, empresário bilionário do setor de cassinos em Macau e amigo rico do financista.
Ho era conhecido como um dos principais nomes do setor de apostas em Macau. Ele morreu em 2020, aos 98 anos.
O processo que menciona as supostas ligações de Hefner ao FBI foi movido por 32 vítimas de Epstein. A ação descreve a demora de anos para que a investigação federal avançasse a partir da denúncia, conforme as alegações das autoras.
Jeffrey Epstein morreu em uma prisão de Manhattan, em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações federais de tráfico sexual. A morte foi oficialmente considerada suicídio.