Humor, estoicismo e campanha: o depoimento de Lula a Bretas. Por Kiko Nogueira

Lula deu um depoimento ao juiz Marcelo Bretas, da Lava Jato.

Falou na condição de testemunha de Sérgio Cabral na ação penal que apura pagamento de propina para a escolha do Rio como sede da Olimpíada de 2016.

Ele está preso há quase dois meses.

Ao longo de aproximadamente 50 minutos, respondeu ao que lhe foi perguntado e deu seu recado.

“Não sei quem fez a denúncia, não quero saber”, afirmou, emendando que “estamos vivendo num momento de denuncismo”.

Fez piadas sobre o casal Obama, fez campanha.

No final, após um comentário de Bretas acerca de sua “relevância”, lembrando que militou em seu nome “de boné e camiseta”, convidou o magistrado para o “próximo comício”, arrancando risadas da audiência tensa.

Lula não vai dar a seus algozes o gosto de o verem derrotado.

A cadeia não lhe tirou a liderança nas pesquisas — e nem a tranquilidade, a segurança, o humor e o estoicismo.

O problema não é o Lula estar na prisão, nas condições atuais. É não estar aqui fora.

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