Ignorando o cessar-fogo, Israel mata 89 e deixa 700 feridos no Líbano

Atualizado em 8 de abril de 2026 às 13:54
Fumaça em Tiro, no Líbano, após ataque israelense. Foto: Adnan Abidi/Reuters

Os ataques israelenses no Líbano nesta quarta (8) deixaram 89 mortos e 700 feridos, segundo dados do Ministério da Saúde libanês divulgados à agência Reuters. A ofensiva ocorreu no contexto da escalada regional envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã.

De acordo com o porta-voz do ministério, entre os mortos estão 12 profissionais de saúde que atuavam no sul do país. A região tem sido alvo frequente de bombardeios durante a atual fase do conflito.

Mesmo após a suspensão dos ataques contra o Irã por parte de Israel e dos Estados Unidos, as forças israelenses intensificaram a operação em território libanês. Os bombardeios foram descritos como os mais pesados até o momento.

Relatos de moradores indicam que parte dos ataques ocorreu sem os avisos prévios normalmente emitidos para retirada de civis. A ausência desses alertas aumentou o risco para a população local.

O primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu. Foto: Reprodução

A agência iraniana Tasnim informou, com base em fonte não identificada, que o Irã poderá abandonar o cessar-fogo caso os ataques ao Líbano continuem. A sinalização amplia a incerteza sobre a manutenção da trégua.

Após o início do cessar-fogo, países do golfo Pérsico relataram novos ataques iranianos. Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Bahrein registraram disparos de mísseis e drones, alguns atingindo infraestruturas de energia e dessalinização.

Outras nações também pediram respeito ao cessar-fogo. O Paquistão, que atua como mediador, afirmou que a continuidade das ações militares “mina o espírito do processo de paz”.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.