
Um incêndio atingiu na quinta (12) a lavanderia do porta‑aviões USS Gerald R. Ford, enquanto o navio de guerra dos Estados Unidos operava no Mar Vermelho, no Oriente Médio, deixando dois marinheiros feridos, segundo o Comando Central da Marinha americana. O episódio foi causado durante o combate.
Os dois tripulantes sofreram ferimentos que não ameaçam a vida e estão em condição estável, recebendo atendimento médico, informou a Marinha. O fogo foi controlado sem afetar o sistema de propulsão ou o armamento do navio, que permanece totalmente operacional.
O USS Gerald R. Ford é o maior porta‑aviões do mundo, com capacidade para mais de 75 aeronaves e uma tripulação de cerca de 4 550 pessoas. Ele foi enviado à região do Golfo e ao Mar Vermelho após participar de outras operações, inclusive no Caribe.
A embarcação e seus navios auxiliares, incluindo o USS Mahan, o USS Bainbridge e o USS Winston S. Churchill, transitaram recentemente pelo Canal de Suez e atuam em apoio às ações americanas no Oriente Médio.

O incêndio não foi o único problema reportado a bordo: a tripulação vinha enfrentando falhas no sistema de esgoto e sanitários, causadas por problemas no sistema de coleta e transporte de resíduos, que exigiram centenas de chamados de manutenção em poucos dias.
O sistema de esgoto por vácuo, herdado parcialmente de navios de cruzeiro, atende a cerca de 650 sanitários para milhares de pessoas a bordo, e quando uma unidade falha pode afetar partes maiores do sistema, exigindo reparos complexos.
Se o Ford permanecer em missão até meados de abril, ele estará a caminho de quebrar o recorde de 294 dias de serviço contínuo no mar estabelecido pelo USS Abraham Lincoln em 2020, e chegará perto ou superará recordes de longa duração no destacamento naval dos EUA.