
As dívidas de impostos da igreja, da editora e de outras entidades ligadas ao pastor Silas Malafaia e sua família cresceram cinco vezes nos últimos quatro anos, alcançando R$ 29,3 milhões. Os dados constam na dívida ativa da União e foram levantados pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Em 2021, o valor devido era de R$ 4,9 milhões — o equivalente a R$ 6,4 milhões corrigidos pela inflação. Com informações do Uol.
A maior parte do montante atual se refere a débitos com a Previdência Social, que somam quase R$ 16 milhões. Já as dívidas relacionadas ao Imposto de Renda chegam a R$ 8,5 milhões. Outra parcela significativa é referente à CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), que representa R$ 2,36 milhões do total.
Entre as instituições devedoras estão a igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Avec), a editora Central Gospel e uma associação ligada ao filho do pastor. Segundo a Receita Federal, a Avec perdeu a imunidade tributária em 2010, fato que resultou em uma disputa que se arrasta desde 2013.
A editora Central Gospel, por sua vez, está em recuperação judicial. Houve tentativas de parcelamento dos débitos, mas parte deles deixou de ser paga, exigindo novos refinanciamentos. Essa situação ampliou o volume da dívida e levou a renegociações.

Além disso, a Avec é proprietária de uma aeronave Cessa 650 Citation III, fabricada em 1985, com capacidade para 11 passageiros. O valor de mercado de modelos similares no Brasil gira em torno de R$ 12 milhões. O avião, no entanto, está com o certificado de voo suspenso pela Anac desde abril de 2025.
O advogado de Malafaia, Jorge Vacite Neto, afirmou que os débitos estão em processo de revisão interna, com o objetivo de regularização nos valores corretos. Ele destacou que parte das cobranças é contestada judicialmente.
Malafaia também comentou que as dificuldades financeiras da editora Central Gospel explicam a recuperação judicial e os atrasos em parcelamentos. Segundo ele, as condições de mercado agravaram a situação da empresa, que precisou renegociar dívidas várias vezes ao longo dos últimos anos.
O pastor ainda se disse alvo de perseguição política e reclamou de investigações conduzidas pela Polícia Federal, que incluem apuração por suposta obstrução de Justiça em processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele foi alvo de buscas da PF ao retornar de viagem internacional em 2025.
O bolsonarista foi indiciado pela Polícia Federal em 2025 no inquérito que apura tentativa de obstrução de Justiça em processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O religioso chegou a ser alvo de buscas ao desembarcar de viagem internacional e passou a responder formalmente às investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).