Influencer Vick Vanilla é denunciado à PF por ameaças, perseguição e violência psicológica

Atualizado em 23 de janeiro de 2026 às 0:17
O influenciador Victor Stavale, conhecido como Vicky Vanilla — Foto: Reprodução

Um grupo de quatro pessoas solicitou à Polícia Federal, em Brasília, a abertura de inquérito contra o influenciador bolsonarista Victor Stavale, conhecido nas redes sociais como Vicky Vanilla. O pedido reúne boletins de ocorrência, representações formais e provas reunidas desde setembro de 2024, segundo relato encaminhado às autoridades. Com informações da coluna da Mônica Bergamo, na Folha.

De acordo com os denunciantes, Stavale teria cometido, de forma reiterada, crimes por meio das redes sociais e de grupos no Telegram, um deles com mais de mil integrantes. Entre as acusações listadas estão difamação, ameaças, perseguição, violência psicológica, divulgação de imagens íntimas sem consentimento e incitação à violência contra terceiros.

Em um dos registros anexados ao pedido, há menção explícita a mensagens que incentivariam que outras pessoas “fizessem justiça” contra alvos das postagens. Os denunciantes afirmam que esse conteúdo circulou de forma organizada em grupos associados ao influenciador.

O perfil de Victor Stavale no Instagram é ativo e verificado pela plataforma, com quase 90 mil seguidores. Ele se define publicamente como nômade digital, investidor em criptomoedas e católico tradicionalista. Procurado, o influenciador afirmou que as acusações são falsas e declarou que sua equipe jurídica acompanha o caso.

Reprodução do perfil de Instagram de Victor Stavale

A denúncia também inclui relatos de ofensas racistas reiteradas. Um dos denunciantes, ativista antirracista, afirma ter sido exposto em diferentes ocasiões em ambientes virtuais ligados a conteúdo neonazista, com comentários que, segundo os boletins de ocorrência, incentivavam agressões físicas. Em ao menos dois episódios, fotos da vítima teriam sido divulgadas junto a mensagens consideradas ameaçadoras.

No pedido encaminhado à Polícia Federal, o grupo solicita medidas como busca e apreensão de equipamentos eletrônicos, restrição de contato do influenciador com os denunciantes e a análise da possibilidade de prisão preventiva. Os advogados que representam o grupo afirmam que a federalização da investigação é necessária para garantir a proteção das vítimas e a apuração dos fatos relatados.