
A Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu o passaporte de uma turista argentina investigada por ofensas racistas em um bar de Ipanema, na Zona Sul da cidade. A medida foi cumprida neste sábado (17), após decisão da Justiça, que também determinou o uso de tornozeleira eletrônica pela suspeita.
A investigada é a advogada Agostina Paez, de 29 anos, que compareceu à delegacia e, em seguida, foi encaminhada ao sistema prisional para a instalação do equipamento de monitoramento. A apuração é conduzida pela 11ª DP (Rocinha), responsável pelo inquérito.
O episódio ocorreu na última quarta-feira (14), dentro de um bar localizado em Ipanema. Segundo o relato da vítima à polícia, a advogada iniciou uma discussão e passou a proferir ofensas de cunho racial direcionadas a um funcionário do estabelecimento.
De acordo com o depoimento, a mulher apontou o dedo para o funcionário e o chamou de “negro” de forma pejorativa, com intenção discriminatória. A situação teria se agravado durante o atendimento no local.
Uma advogada argentina teve o passaporte apreendido por policiais civis neste sábado (17), após dirigir ofensas racistas contra um funcionário de um bar, em Ipanema, na Zona Sul. Ela também passará a usar tornozeleira eletrônica. Crédito: Divulgação / PCERJ pic.twitter.com/flqnoRDtt5
— Jornal O Dia (@jornalodia) January 17, 2026
A confusão começou após um suposto erro no pagamento da conta. Enquanto o funcionário verificava as imagens das câmeras de segurança para esclarecer a cobrança, a advogada teria imitado um macaco e reproduzido sons associados ao animal.
Ainda conforme a investigação, Agostina Paez utilizou a palavra “Mono”, termo em espanhol empregado como ofensa racial contra pessoas negras, fazendo referência a macacos.
Imagens do momento circulam e foram anexadas ao inquérito policial. O material mostra a investigada realizando os gestos e sons descritos pela vítima durante a discussão no bar.