Investidor lucra bilhões minutos antes de Trump suspender ultimato ao Irã

Atualizado em 24 de março de 2026 às 11:41
Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: reprodução

Nesta segunda-feira (23) um movimento fora do usual na S&P500 (Bolsa de Valores dos EUA) chamou a atenção dos analistas de mercado.

Em uma única operação, foram comprados US$ 1,5 bilhão em contratos futuros do S&P 500, enquanto foram vendidos US$ 192 milhões em contratos futuros de petróleo. Basicamente, o investidor trocou contratos atrelados ao petróleo por ações de empresas.

O mais impressionante é o timing dessa troca de papeis: a operação foi realizada aproximadamente 14 minutos antes de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciar a suspensão dos ataques ao Irã.

Segundo os analistas financeiros, esses pedidos de compra e venda eram de quatro a seis vezes maiores do que qualquer outra ordem de compra feita por um investidor naquele instante.O acerto desse timing permitiu lucros “enormes” ao investidor.

Trump, em post feito nas suas redes sociais, falou sobre o “engajamento de Estados Unidos e Irã em produtivas conversas para cessar as hostilidades no Oriente Médio”. Tais conversas foram negadas pela chancelaria iraniana.

Momento da compra das ações. Foto: Reprodução

As ações do S&P 500 subiram mais de 3% no momento no qual Trump anunciou a suspensão dos ataques ao Irã – ao final do pregão, o índice subiu 1,15%. A Nasdaq, índice ligado às empresas do setor de tecnologia – subiu 1,4%

Conforme ressalta reportagem da NBC, a alta se refletiu em ações de diversos setores econômicos, com 23 de março sendo o melhor dia para o mercado de ações norte-americano desde 06 de fevereiro.

Petróleo

Já as cotações do petróleo, diretamente impactadas pelo bloqueio iraniano no estreito de Ormuz, caíram cerca de 11% nesta segunda, batendo os US$ 88. É a cotação mais baixa desde 11 de março.

Desde o começo da guerra entre EUA e Irã, os preços do barril brent na cotação internacional subiram cerca de 30%. Se a comparação for feita com a cotação de 1o de janeiro, a alta chega a 50%.

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