
A arma registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro e apreendida com um militar no Distrito Federal havia sido inutilizada temporariamente pela equipe de segurança, com aval de Michelle Bolsonaro, segundo relatos de pessoas que tiveram acesso à investigação.
O armamento estava sem o percussor, peça responsável pelo disparo. A Polícia Civil do Distrito Federal apreendeu a arma durante uma abordagem a um carro dirigido pelo militar Estácio Leite da Silva Filho, que atua na segurança do ex-presidente.
Estácio prestou depoimento e acabou liberado. De acordo com pessoas próximas à investigação, ele afirmou que transportava a arma após um pedido de Bolsonaro para que o armamento fosse consertado.
O militar relatou, segundo essas fontes, que a equipe de segurança decidiu retirar o percussor por causa da grande quantidade de medicamentos usados por Bolsonaro. A medida teria envolvido a equipe de segurança e familiares, com aval de Michelle.

Militar disse que só devolveria armamento com autorização de Michelle
Também conforme relatos de pessoas com acesso ao depoimento, Estácio afirmou que ele próprio recolocou o percussor depois de realizar o conserto da arma. Ele disse que só devolveria o armamento mediante autorização de Michelle Bolsonaro.
Como Michelle não estava presente naquele momento, o militar decidiu levar a arma para casa. Segundo a versão atribuída a ele na investigação, a manutenção ocorreria antes da entrega do armamento ao ex-presidente.
A retirada do percussor ocorreu no período em que Bolsonaro tentou violar a tornozeleira eletrônica usando um ferro de solda, ainda segundo relatos ligados à apuração. Na época, o ex-presidente alegou alucinação e “certa paranoia”, possivelmente provocadas pelo uso de remédios.
Depois desse episódio, a equipe de segurança decidiu reforçar os cuidados com a integridade física de Bolsonaro. O ex-presidente foi preso preventivamente no sábado (22), conforme a informação que acompanha o registro divulgado sobre o caso.
Arma de Bolsonaro, apreendida em blitz, foi inutilizada com aval de Michelle, diz Julia Duailibi.
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— GloboNews (@GloboNews) June 30, 2026