Irã ameaça instalações dos EUA após ataque e fala em “destruição completa”

Atualizado em 18 de março de 2026 às 21:17
Integrantes armados da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Foto: Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images

O Irã anunciou nesta quarta-feira (18) que a guerra no Oriente Médio entrou em uma nova fase e afirmou que vai atacar instalações de energia ligadas aos Estados Unidos e a seus aliados no Golfo. O aviso foi divulgado pela imprensa estatal iraniana após ataques contra estruturas energéticas do próprio país, em mais um movimento de escalada no conflito. Com informações da Reuters.

Segundo a Guarda Revolucionária, a resposta iraniana já está em curso. Em uma das declarações divulgadas por veículos estatais, Teerã afirmou: “Alertamos mais uma vez que cometeram um grave erro ao atacar a infraestrutura energética da República Islâmica, e a resposta está em curso”. Na mesma manifestação, o governo iraniano acrescentou: “Se houver repetição, os ataques subsequentes contra a infraestrutura energética de vocês e de seus aliados não cessarão até a destruição completa.”

O anúncio ocorreu depois de bombardeios contra instalações iranianas em South Pars e Asaluyeh, áreas centrais da produção de gás do país. Esses ataques foram coordenados por Israel com apoio dos Estados Unidos, segundo relatos atribuídos a uma autoridade israelense. South Pars integra a maior reserva de gás natural do mundo, compartilhada com o Catar, o que elevou ainda mais a tensão na região e pressionou os preços do petróleo.

No mesmo dia, o Catar informou que um míssil iraniano atingiu Ras Laffan, principal polo de processamento de gás natural liquefeito da QatarEnergy, e causou “danos extensos”, sem registro de vítimas. Também nesta quarta-feira (18), autoridades dos Emirados Árabes Unidos relataram ocorrências em instalações de gás em Habshan e no campo petrolífero de Bab após a queda de destroços de interceptações. A Arábia Saudita, por sua vez, foi citada pelo Irã no alerta sobre possíveis ataques a alvos energéticos de países aliados dos Estados Unidos na região.

Os ataques recentes e as interrupções no Golfo já afetaram produção, refino e exportação de petróleo e gás na região, com impacto sobre oferta e preços internacionais.

Francine Eustaquio
21 anos. Trabalha no DCM desde 2025. Interessada em política, cultura e temas sociais, dedica-se à produção de conteúdo informativo e otimizado para o público digital. Aprecia leitura, cinema e música, além de explorar novos destinos e experiências gastronômicas nas horas vagas.