Irã ataca porta-aviões dos EUA no mar Arábico e agrava tensões militares

Atualizado em 1 de março de 2026 às 17:26
O porta-aviões USS Abraham Lincoln participou de um exercício no Mar Arábico em 6 de fevereiro de 2026. Foto: Divulgação

Neste domingo (1), o Irã atacou o porta-aviões USS Abraham Lincoln, que opera no mar Arábico, próximo a Omã. A Guarda Revolucionária do Irã informou que quatro mísseis foram lançados contra o navio, um dos 11 porta-aviões da frota americana. As forças dos EUA negaram que o ataque tenha causado danos significativos.

Em resposta, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA destruíram nove navios iranianos e neutralizaram três petroleiros no estreito de Ormuz, prometendo continuar a ação contra o regime iraniano.

O senador democrata Tim Kaine, do estado da Virgínia, pediu apoio para uma proposta de lei que limite a autoridade do presidente em lançar ações militares no Irã sem a aprovação do Congresso. Kaine ressaltou a urgência de uma resposta legislativa, chamando o ataque de “guerra ilegal”.

Além do USS Abraham Lincoln, os EUA também contam com o apoio do USS Gerald R. Ford, posicionado na costa mediterrânea de Israel. As tensões continuam a crescer no estreito de Ormuz, especialmente após os ataques a dois petroleiros.

O USS Gerald R. Ford é o maior porta-aviões do mundo. Foto: Divulgação

A situação no estreito de Ormuz, com sua estreita passagem de 40 km de largura, está aumentando o risco para as embarcações na região. De acordo com o site ‘Marine Traffic’, cerca de 150 petroleiros e navios de transporte de gás natural liquefeito interromperam suas viagens e ancoraram em águas territoriais de países do Golfo Pérsico.

Aproximadamente 100 embarcações estão na costa de Omã, aguardando a retomada do tráfego. A missão marítima da União Europeia na região relatou que navios estão sendo ameaçados por rádio pela Guarda Revolucionária do Irã, que mantém 16 instalações militares na área.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 28 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.