Irã confirma 787 mortos no 4º dia de guerra contra EUA e Israel

Atualizado em 3 de março de 2026 às 8:11
Escombros no Irã. Foto: Atta Kenare/AFP

O número de mortos no Irã desde o início da ofensiva militar coordenada por Estados Unidos e Israel a partir do último sábado (28) subiu para 787, segundo o Crescente Vermelho iraniano, citado pela mídia estatal do país nesta terça-feira (3). A organização afirma que as vítimas foram registradas em diversas regiões atingidas por bombardeios desde sábado.

“Segundo as informações de campo, fornecidas pelas equipes operacionais, 787 compatriotas foram martirizados nos ataques”, declarou o Crescente Vermelho em seu portal oficial. De acordo com a entidade, mais de 1.000 bombardeios executados por forças norte-estadunidenses e israelenses atingiram 153 cidades e mais de 500 pontos estratégicos em todo o território iraniano.

A escalada do conflito também provocou baixas entre militares dos Estados Unidos. O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) informou na segunda-feira (2) que o número de soldados mortos subiu para seis. “forças americanas recuperaram recentemente os restos mortais de dois militares que estavam desaparecidos”, afirmou o órgão.

As vítimas estavam em uma instalação atingida durante os ataques iniciais do Irã. Outros quatro militares já haviam morrido anteriormente.

Segundo o Centcom, as identidades dos soldados serão divulgadas 24 horas após a notificação às famílias. O comando acrescentou que “principais operações de combate continuam”.

Além dos mortos, pelo menos quatro militares ficaram feridos. “Outros sofreram ferimentos leves por estilhaços e concussões e estão em processo de retorno aos serviços. As principais operações de combate continuam e nossos esforços de resposta estão em andamento”, completou.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu retaliação. “A América vingará suas mortes e desferirá o golpe mais severo contra os terroristas que travaram guerra contra, basicamente, a civilização”, disse em vídeo publicado na segunda-feira. “Como nação, nós estamos em luto por estes americanos que fizeram o sacrifício pela nossa nação”, acrescentou.

Augusto de Sousa
Augusto de Sousa, 31 anos. É formado em jornalismo e atua como repórter do DCM desde de 2023. Andreense, apaixonado por futebol, frequentador assíduo de estádios e tem sempre um trocadilho de qualidade duvidosa na ponta da língua.