
Um avião de vigilância aérea dos Estados Unidos foi destruído após um ataque iraniano à Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, neste domingo (29), segundo a AFP. A aeronave atingida é um E-3 Sentry, modelo usado para monitoramento aéreo e coordenação de operações militares, e fotos que circularam nas redes sociais indicam que o avião ficou partido ao meio depois do impacto.
Segundo a Al Jazeera, o ataque foi feito com mísseis e drones e também atingiu aviões de reabastecimento na mesma base. Pelo menos 12 militares estadunidenses ficaram feridos, sendo dois em estado grave. A base, localizada a cerca de 96 quilômetros de Riad, é operada pela força aérea saudita, mas também é usada por militares dos Estados Unidos, o que reforça o peso estratégico da ofensiva iraniana no Golfo.
O E-3 Sentry integra o sistema AWACS, sigla para Sistema de Alerta e Controle Aerotransportado, e é descrito como peça central para rastrear drones, mísseis e aeronaves a centenas de quilômetros de distância. O modelo tem custo unitário de US$ 270 milhões.
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🇺🇸U.S. media : Iran’s missile strike on the Prince Sultan base caused MINOR damaged to E-3 sentry.⚡
🇮🇷Iran : Iran released footage of same fighter plane at Saudi air base with a caption “only MINOR damage”🔥🔥
This is ABSOLUTE CINEMA 🔥🔥 pic.twitter.com/ifkz9sAteN
— InfoGram (@_InfoGram_) March 29, 2026
De acordo com a Força Aérea dos Estados Unidos, trata-se de uma aeronave baseada na estrutura de um Boeing 707/320 adaptado, equipada com um radar giratório com alcance superior a 375 quilômetros. O modelo entrou em serviço em 1977 e também é usado para vigilância em qualquer altitude e condição climática, além de alertas antecipados em operações conjuntas e de coalizão.
De acordo com a ex-pilota Heather Penney, “a perda deste E-3 é incrivelmente problemática, dada a importância desses gerentes de batalha para tudo, desde a separação do espaço aéreo, separação de aeronaves, definição de alvos e fornecimento de outros efeitos letais de que toda a força precisa para o espaço de batalha”. Já o coronel aposentado John Venable afirmou ao Wall Street Journal que o ataque “prejudica a capacidade dos EUA de ver o que está acontecendo no Golfo e manter a consciência situacional”.
A ofensiva ocorre em meio à resposta de Teerã à atuação militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã desde 28 de fevereiro. Nas últimas semanas, ataques iranianos também atingiram radares, sistemas de defesa antimísseis, drones e outras estruturas militares em bases na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia e Kuwait.