Irã diz que causou “derrota estratégica” aos EUA e que Trump “perdeu o controle” da guerra

Atualizado em 6 de abril de 2026 às 18:46
O presidente iraniano Masoud Pezeshkian. Reprodução

Uma autoridade de alto escalão da segurança do Irã afirmou nesta segunda-feira (6) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “perdeu o controle” da gestão da guerra. Segundo a fonte, o país teria causado uma “derrota estratégica” aos EUA durante operações no sul de Isfahan, realizadas em coordenação com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. Com informações da CNN Brasil.

De acordo com a autoridade, a retórica adotada por Trump, marcada por ataques verbais ao povo iraniano, estaria associada ao resultado das ações militares. “O fracasso militar de Trump […] foi um fracasso estratégico, e o aumento de seus insultos e linguagem ofensiva […] demonstra que ele perdeu o controle da gestão da guerra”, afirmou a fonte.

Donald Trump durante entrevista coletiva na Casa Branca nesta segunda-feira (6). Reprodução

O governo iraniano também apresentou uma posição formal sobre o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo. Segundo a autoridade, o canal marítimo não será reaberto nas condições anteriores enquanto não houver o encerramento permanente da guerra.

Ainda conforme a fonte, mesmo após o fim dos ataques, a reabertura de Ormuz dependeria de um protocolo específico, vinculado ao cumprimento integral de compromissos assumidos pelas partes envolvidas no conflito. O Irã também teria encaminhado uma contraproposta por meio do Paquistão, sem detalhar seu conteúdo.

A autoridade declarou que Teerã não confia no governo norte-americano nem em seus representantes e, por isso, exige garantias adicionais para qualquer acordo. A posição inclui mecanismos que assegurem o cumprimento dos termos estabelecidos após eventual cessar-fogo.

Segundo a mesma fonte, o Irã defende o fim da guerra, mas não aceita conduzir o processo nos termos ou no cronograma propostos por Trump. A posição reforça as condições apresentadas por Teerã nas negociações em curso.