
O plano de cessar-fogo de duas semanas entre Irã e Estados Unidos inclui uma medida inédita: a possibilidade de Irã e Omã cobrarem taxas de navios que atravessarem o estratégico Estreito de Ormuz, segundo um funcionário envolvido nas negociações contou à Associated Press.
A autoridade, que falou sob condição de anonimato por participar diretamente das tratativas, afirmou que o Irã pretende destinar os recursos arrecadados à reconstrução do país. Ainda não está claro qual será o destino dos valores obtidos por Omã.
O Estreito de Ormuz — uma passagem estreita que liga o Golfo Pérsico ao oceano aberto — está localizado em águas territoriais compartilhadas por Irã e Omã. Historicamente, a via sempre foi considerada uma rota internacional, sem cobrança de pedágios para embarcações.
A proposta representa uma mudança significativa em um dos corredores marítimos mais importantes do mundo, por onde passa grande parte do petróleo global.

Paquistão tenta mediar avanço diplomático
Em paralelo, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou que convidou representantes do Irã e dos Estados Unidos para uma nova rodada de negociações em Islamabad.
Em publicação na rede social X, Sharif afirmou que ambos os lados já concordaram com o cessar-fogo e elogiou a decisão como um gesto “sábio”. Ele também agradeceu às lideranças dos dois países e propôs uma reunião na sexta-feira, 10 de abril de 2026, com o objetivo de avançar rumo a um acordo definitivo que resolva as disputas em aberto.
Até o momento, nem o governo do Irã nem o dos Estados Unidos se manifestaram publicamente sobre o convite.