Irã fecha Estreito de Ormuz e suspende passagem após ataques de EUA e Israel

Atualizado em 28 de fevereiro de 2026 às 16:53
Navio em travessia no Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz, uma das rotas de transporte de petróleo mais importantes do mundo, foi fechado pelo Irã neste sábado (28/02) devido a questões de segurança, em meio à crescente tensão no Oriente Médio. A medida foi adotada pela Guarda Revolucionária iraniana após uma série de ataques coordenados entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã.

A agência estatal iraniana Tasnim informou que a decisão foi tomada para proteger a integridade do estreito, considerado crucial para o comércio global de petróleo e gás natural. O fechamento do estreito impacta diretamente o mercado de energia global, pois o estreito é responsável por cerca de 20% de todo o petróleo comercializado mundialmente.

A decisão do Irã segue uma escalada de violência na região, após o ataque coordenado dos EUA e Israel, que atingiu várias cidades iranianas, incluindo Teerã. O Irã retaliou com lançamentos de mísseis contra Israel e ataques a bases militares americanas no Oriente Médio. O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, declarou que o país agiu em legítima defesa e que os ataques violaram a soberania iraniana. Ele pediu que a comunidade internacional condenasse os ataques e responsabilizasse os EUA e Israel por suas ações ilegais. O governo iraniano afirmou que a passagem pelo Estreito de Ormuz é insegura devido às condições criadas pela agressão militar.

Além de bloquear a passagem pelo estreito, a Administração Marítima dos Estados Unidos emitiu um alerta orientando embarcações comerciais a evitar a região do Golfo Pérsico, enquanto a agência britânica UK Maritime Trade Operations também confirmou o fechamento do estreito após múltiplos relatos de embarcações que operam na área. O impacto imediato foi sentido no mercado de petróleo, com os preços do barril subindo devido ao risco de interrupção do fornecimento de petróleo e gás. Esse fechamento também pode afetar a inflação global, já que o aumento do preço do petróleo geralmente resulta em elevações nos custos de energia, transporte e alimentos.

Estreito de Ormuz – Wikipédia, a enciclopédia livre

A escalada de tensões no Oriente Médio tem gerado um grande impacto geopolítico e econômico, especialmente no mercado de energia. O fechamento do Estreito de Ormuz ocorre em um contexto já tenso, com diversas potências internacionais condenando os ataques. Países como França, Rússia, China e Brasil expressaram sua grave preocupação com a violência na região, destacando os riscos de uma guerra prolongada. A situação está longe de ser resolvida, e o Conselho de Segurança da ONU ainda será crucial para mediar as tensões entre as potências globais.

Este não é o primeiro incidente envolvendo o Estreito de Ormuz, mas a atual crise, marcada pela resposta iraniana e pelos ataques de Israel e EUA, tem gerado um risco muito maior para o comércio internacional. A comunidade internacional está observando atentamente os próximos passos do Irã e da coalizão liderada pelos EUA, temendo que a situação se intensifique e leve a um conflito de maiores proporções. A segurança no Golfo Pérsico será um tema central nas discussões diplomáticas nos próximos dias, com a possibilidade de novos ataques e confrontos militares na região.

A reação do Irã à agressão dos EUA e Israel reflete o complexo cenário político e militar do Oriente Médio, onde os interesses econômicos e de segurança nacional se entrelaçam com questões ideológicas e de poder. A busca por um acordo de paz ou uma solução diplomática parece cada vez mais difícil diante das ações militares intensificadas.

Abaixo, no canal de TV de maior audiencia da Índia, um generasl iraniano informando que o estreito está fechado: